Ruas Monsenhor Rosa, Major Claudiano, Campos Sales, Álvaro Abranches e as avenidas Dr. Ismael Alonso y Alonso, Presidente Vargas, Adhemar de Barros. Não é preciso andar muito para encontrar diversos imóveis, antes ocupados por lojas, escritórios, restaurantes e até residências, desocupados e com placas de “aluga-se” ou “vende-se”.
Se por um lado, a situação que arrasta-se há algum tempo evidência a dificuldade da reocupação dos espaços, por outro, mostra um momento favorável para as negociações por parte dos locatários, mesmo diante do crescimento de 8,24% em 12 meses do IGPM (Índice Geral de Preços do Mercado), índice que reajusta a maioria dos contratos de aluguel. Após fechar 2017 em queda, de janeiro a julho de 2018, o IGPM já teve alta quase de 6%. É quase o dobro da inflação no mesmo período.
Apenas na região Central da cidade, em breve pesquisa, a equipe de reportagem do Comércio da Franca encontrou ao menos sete espaços desocupados, incluindo uma grande galeria nas proximidades da praça Nove de Julho. Na rua Álvaro Abranches, que nos últimos anos se transformou em um corredor comercial, também existem imóveis desocupados. O mesmo acontece na Presidente Vargas, onde ao menos 17 locais estão disponíveis para locação. Situação parecida é encontrada na Dr. Ismael Alonso y Alonso onde, em alguns casos, imóveis estão vazios há diversos meses.
No mercado imobiliário há 40 anos, a sócia-proprietária da Plano Imobiliária, Marta Schirato Meirelles, afirmou que o atual cenário do setor se equipara ao vivido na época do impeachment do ex-presidente Fernando Collor, em 1992, com muitos imóveis desocupados e baixa demanda.
“Vivemos uma realidade forte, onde negociar é a palavra de ordem. Valorizamos os inquilinos que mantêm suas contas em dia, que estão há bastante tempo no espaço, e sempre negociamos os valores. É preciso pesar caso a caso para evitar mais espaços vazios. O setor passa hoje por algo semelhante ao que enfrentamos durante o impeachment do Collor”, disse Marta, reforçando ainda, que apesar do momento de prudência, é preciso acreditar que a crise passará em breve.
Franca conta atualmente com dezenas de imobiliárias. Somente na Abifran (Associação das Administradoras de Bens Imóveis de Franca), são 23 associadas que administram aproximadamente 70% dos imóveis da cidade.
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