Drama que só aumenta


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Venezuelanos sofrem cada vez mais com a ditadura bolivariana de maduro
O drama dos venezuelanos ganha contornos cada vez mais dramáticos. A ditadura bolivariana  de Nicolás Maduro afunda cada vez na lama o país que já foi uma mais ricas nações da América Latina, importante e um dos maiores produtores de petróleo do mundo. O ditador chavista quebrou a Venezuela ao tomar desastrosas medidas populistas com o objetivo, puro e simples, de se perpetuar no poder. O país sofre com o desabastecimento, com a inflação sem precedentes - 1.000.000 % -, com a miséria, a fome... E com um regime ditatorial que extirpou a liberdade de seus opositores. Hoje, resta aos venezuelanos sobreviverem, na miséria, sob os desmandos de Maduro ou procurar novo recomeço, como refugiados em algum país vizinho. Nem isso, porém, é garantia de paz.
 
Em comunicado conjunto, o alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados, Filippo Grandi, e o diretor-geral da OIM (Organização Internacional de Migração), William Lacy Swing, pediram um maior apoio da comunidade internacional a medida em que “aumenta o êxodo venezuelano”. Eles disseram estar “preocupados ante vários acontecimentos recentes que afetam os refugiados e migrantes que vêm da Venezuela”. As duas agências da ONU se referem às novas exigências de passaporte nas fronteiras de Equador e Peru, válidas para venezuelanos, assim como mudanças aplicadas nos vistos de residência temporária no Peru.
 
A Colômbia, que recebeu mais de 1 milhão de venezuelanos nos últimos 16 meses e regularizou 820 mil, também criticou as medidas adotadas pelos países vizinhos afirmando que elas favorecem a imigração ilegal. Mais de 400 mil venezuelanos entraram no Peru nos últimos dois anos, reflexo da política de portas abertas adotada inicialmente por Lima diante da crise social e econômica que assola a Venezuela. Ao detectar que venezuelanos entraram com cédulas falsas de identidade, o governo peruano passou a exigir passaporte na fronteira. A tensão migratória aumenta também em outros países da América Latina, como no Brasil, onde no último fim de semana venezuelanos e brasileiros entraram em confronto nas ruas de Roraima.
 
Dos 2,3 milhões de venezuelanos que vivem no exterior, mais de 1,6 milhão deixou a Venezuela depois de 2015, quando a crise se agravou. Desses, 90% buscaram refúgio em países latino-americanos. 
 
O alto fluxo de entrada de migrantes nos países vizinhos  reforçou os problemas sociais nas cidades e regiões que recebem os venezuelanos. O resultado é o crescimento da tensão entre os locais e os imigrantes. Em Roraima, por exemplo, a situação, que fugiu do controle das autoridades no fim de semana, ameaça estourar novamente. Urge a necessidade de as autoridades federais agirem, deslocando os imigrantes para outras regiões do país, aliviando, assim, a tensão no extremo norte brasileiro.

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