Pedreiro que matou amigo em acidente é condenado a prestação de serviços


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Quatro dias após provocar a morte do próprio amigo, o motorista Marcos Antônio Valin, 44, enfim, se apresentou à polícia
Quatro dias após provocar a morte do próprio amigo, o motorista Marcos Antônio Valin, 44, enfim, se apresentou à polícia
O pedreiro Marcos Antônio Valin, de 44 anos, causador do acidente que matou o próprio amigo, o administrador Márcio José Soares, 39, já recebeu sua sentença. Ele foi condenado a 3 anos, 10 meses e 20 dias pela morte ocorrida na rodovia Fábio Talarico, em março deste ano. Essa pena significa que o acusado prestará serviços à comunidade.
 
A sentença foi proferida ontem, 22, pelo juiz Alexandre Semedo de Oliveira e corresponde ao homicídio culposo provocado pelo pedreiro. Ele considerou a denúncia feita parcialmente procedente e que o réu, além de ter ingerido bebida alcoólica, confessou ter saído do local sem prestar socorro. “A embriaguez é elemento integrante, ou mesmo principal, da culpa: ele foi imprudente justamente porque resolveu dirigir embriagado”, escreveu o juiz.
 
Já o crime de embriaguez ao volante, pelo qual foi denunciado, deixou de ser considerado. “Deixa de ser quando o perigo evolui concretamente para dano perpetrado”, explicou Semedo na sentença.
 
Pelo fato de Valin ser réu primário e da pena não ser superior a quatro anos, ele deverá prestar serviços à comunidade. Sua CNH (Carteira Nacional de Habilitação) também foi suspensa por dois anos. Contudo, segundo a Polícia Civil, já estava suspensa desde 2011. 
 
O advogado de defesa do pedreiro, Reginaldo Carvalho, disse que está analisando o que será feito agora. “Apesar de pensarmos que sua pena é excessiva, o Valin não quer recorrer. Disse que é culpado, que, infelizmente, não pode voltar no tempo, e que deve pagar pelo que fez”, disse.

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