Faltavam cinco minutos para o começo da entrevista quando o empresário Antônio Carlos Ribeiro, 58, chegou à sede do Comércio, ontem. Cumprimentou rapidamente a equipe de jornalistas, testou o microfone e começou a falar de suas propostas. Candidato a deputado estadual pelo PV, disse que apostará nas redes sociais para sair do anonimato político e se apresentar aos eleitores em uma campanha de tiro curto. Defendeu bandeiras pouco prováveis de serem concretizadas, como a redução de cadeiras na Assembleia Legislativa, e algumas que não são de atribuição de um deputado estadual, como a extinção do IPVA. Confira um pouco mais do que pensa e propõe o candidato que se apresentou como opção de renovação.
Por que votar em mim?
“Me coloco à disposição para fazer a mudança. A política velha já não é mais aceita por nós. Chegamos ao limite, mesmo. Chegamos ao ponto de ter ex-presidente da República preso, ministro preso, prefeitos aqui da região presos. É um absurdo o que está acontecendo. Precisamos tomar uma atitude. Este foi um dos motivos pelo quais eu voltei para a política. A renovação é importante”.
Novidade
“Vamos bater na tecla da renovação. Sou, totalmente, contra a reeleição no Legislativo, seja para vereador, deputado e senador. É o momento de passar o Brasil a limpo. Vou brigar muito para tentar resgatar em Franca uma nova força política.
Fé na rede
“Hoje, a facilidade de comunicação é muito maior. Quando fui candidato pela primeira vez, a gente tinha que andar muito e fazer campanha longa na região. Hoje, com a mídia digital, conseguimos chegar no Estado e no mundo inteiro. Espero muito que a mídia digital nos dê a velocidade que a gente precisa ter, pois a campanha é muito curta. Não vou conseguir pegar na mão nem dos meus amigos. Tenho amigos que nem sabem que sou candidato. Vou correr para chegar até eles”.
Legado
“Nossa proposta é de passar, principalmente, as nossas mensagens. A contribuição maior que darei, independentemente de ser eleito, vai ser passar as nossas mensagens. Este é o legado que espero deixar nestas eleições”.
Corte de deputados
“Acredito que a Assembleia Legislativa é muito inchada. São 94 cadeiras de deputados. Acho que, tranquilamente, a gente poderia ter 50 deputados. Cada deputado nos custa, levando em consideração toda a estrutura da Assembleia, R$ 1,1 milhão. Penso num Estado mais enxuto, pois quero um município mais forte. Vamos brigar com os governantes para que as transformações ocorram”.
Como se eleger?
“Se a gente fizer a lição de casa direitinho, Franca elege, sim, mesmo com apenas 50 vagas, dois deputados. Tenho certeza disto. Se francano votar em francano as nossas chances já aumentam bastante. O trabalho de conquista de votos fora de Franca é imprescindível. A região tem força”.
ICMS menor
“Defendo a redução do ICMS de 18 para 16%. O Estado tem estrutura inchada. A intenção é fazer uma otimização da administração para, com isto, abrir perspectiva de redução de impostos. Trabalhando com menos impostos, teremos condições mais favoráveis de movimentar a economia. O município vai arrecadar mais e será mais forte”.
Adeus IPVA
“A concessão das estradas foi melhor para os empresários, ela deixa muito a desejar. A maioria das estradas já é ‘concessionada’. Paga quem usa. O dinheiro do IPVA não é bem aplicado. A arrecadação do Estado é muito alta. Se houve distribuição melhor, vai sobrar dinheiro”.
Unidos pela mudança
“A transformação vai ter que passar pelo Ministério Público. Eles vão ter que ser parceiros nestes momento de transformação. Não vai poder mais continuar do jeito que está. Esta será a nossa briga. Defendo, inclusive, que ministro do STF seja eleito pelo povo, caso contrário, acontece o que aconteceu. O povo precisa desta união. Então, todo mundo vai participar desta transformação. Além de brigar pelo Estado, vamos levar nossa ideologia para a esfera federal. Chegamos ao ponto de ver um preso, condenado em segunda instância, sendo candidato. É o ápice do absurdo. Vamos brigar pelas transformações. Não dá para ficar assim”.
Êxodo calçadista
“Ainda não tive uma oportunidade de visitar o presidente do Sindifranca para ver os anseios do setor, que pretendo defender como deputado. Uma das grandes dificuldades são os altos impostos. A redução é uma bandeira que vou levantar para que os empresários não precisem sair daqui e ir para o nordeste. Vamos brigar para que os benefícios oferecidos por outros estados também sejam dados aqui. Defendo que uma feira nos mesmos moldes da Francal seja realizada em Franca, para mostrar o que temos de bom”.
Chuteiras no varal
“Muitos políticos que estão na ativa fazem o jogo que é conveniente. Se o Roberto Engler, por exemplo, teve pouco voto em Franca, ele não tem muita vontade de trazer coisas para Franca. Temos que mudar isto. Quem já cumpriu sete mandatos, não vai trazer mais nada para a cidade. O Engler é um grande amigo, mas eu gostaria de falar cara a cara para ele que já está na hora de pendurar a chuteira. Muitos outros deveriam fazer o mesmo. Está precisando oxigenar a política”.
Excesso de candidatos
“Concordo que Franca deveria ter menos candidatos para aumentar a chance de alguém se eleger. Eu poderia até abrir mão se fosse possível, necessário para isto. Nenhuma liderança de outro partido me procurou para a gente conversar. Eu abriria mão, sim, se tivesse consenso. Não estou na política por vaidade, estou por convicção. Espero que, numa próxima oportunidade, a gente consiga fazer um trabalho diferenciado com as lideranças políticas”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.