O pedreiro José Fonseca Mendes, de 32 anos, que ateou fogo na ex-namorada, a sapateira Vera Coutinho, 46, no último domingo, chegou na DIG (Delegacia de Investigações Gerais) acompanhado de uma irmã. Ela permaneceu a seu lado, enquanto o acusado prestava depoimento na delegacia e dava sua versão sobre o bárbaro crime.
Do lado de fora, outros familiares aguardavam o pedreiro. Além de uma tia e um sobrinho, a mãe de Mendes esteve na delegacia. Ela saiu por cerca de uma hora e, ao retornar, o filho já estava no PS Municipal. De lá, seguiu para a cadeia. Ali, encerrou-se uma etapa para a mulher, que pediu que seu nome não fosse divulgado e concedeu uma entrevista exclusiva à reportagem do Comércio.
Enquanto falava sobre a personalidade do filho, descrevendo-o como “um homem trabalhador, sincero e decente”, a mulher afirmou que já esperava que alguma coisa fosse acontecer desde que Mendes se envolveu com Vera, há 12 anos. “Eu esperava algo. Não desse tipo, e sim com ele. Ela nunca foi uma mulher sincera com meu filho, que nunca aceitou uma traição. É muito nervoso”, disse. “Ele ouviu da boca dela a seguinte frase: ‘eu acho que te enganei por 12 anos’. Disse para mim, depois, que não aceitava isso.”
Ainda segundo a mulher, logo após fugir do local onde cometeu o crime, Mendes foi até a casa de uma irmã e também procurou uma tia. Afirmou ainda que o filho se entregaria porque não “ficaria fora da lei, mas tinha direito de sair do flagrante”.
A respeito da reação do pedreiro após o crime, a mãe disse que não há arrependimentos. “Acho que ele não se arrepende. É homem e sincero. Só caiu uma lágrima quando soube que ela morreu. É de poucas palavras. Infelizmente, aconteceu isso.”
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