NE e até Paraguai 'atacam'para levar fábricas de Franca


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 José Carlos Brigagão, presidente do Sindifranca, cobrou ação das lideranças políticas de Franca
José Carlos Brigagão, presidente do Sindifranca, cobrou ação das lideranças políticas de Franca
A cada dia mais cidades do Brasil e até do exterior buscam Franca para oferecer incentivos e levar fábricas calçadistas para seus domínios. O alerta foi realizado pelo presidente do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), José Carlos Brigagão do Couto, durante o programa Show da Manhã, do radialista Valdes Rodrigues, da Difusora AM, na manhã de ontem. Segundo ele, apenas nos últimos meses, cidades dos Estados da Bahia, Ceará e Paraíba, além de Minas Gerais e até do Paraguai, procuraram o sindicato para discutir incentivos que podem ser oferecidos para levar empresas francanas para seus municípios.
 
“O Estado de São Paulo não oferece condições necessárias para as indústrias permanecerem em cidades paulistas e, por isso, não é de hoje que está perdendo as empresas, não só as calçadistas, mas no geral. Tenho sido procurado por cidades como Valença, na Bahia, outras do Ceará, Paraíba, Minas Gerais e até do Paraguai, que oferecem subsídios interessantes para as indústrias francanas migrarem para esses destinos”, disse Brigagão.
 
Em busca de reverter o quadro, o presidente afirmou ter encaminhado duas demandas para o Governo do Estado: a redução do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), hoje fixado em 7% e também a ampliação do prazo para o pagamento após a emissão da nota fiscal. “Hoje quando as fábricas vendem para redes, por exemplo, é fornecido, em média, 120 dias de prazo para o pagamento. Porém, assim que emitimos a nota temos apenas 40 dias, ou até menos, para pagar. Com isso, estamos bancando o Estado. Outra coisa é a taxa do ICMS, que queremos que passem da indústria para os lojistas. Enquanto o Estado de São Paulo cobra 7%, Minas Gerais é apenas 2%, o que provoca que os lojistas paulistas comprem deles e paguem menos”, explicou. 
 
O presidente afirmou também que, ao longo dos anos, faltou e ainda falta o comprometimento com a causa do setor calçadista, tanto por parte da administração local, como dos representantes políticos estaduais. “As autoridades políticas não se preocupam com a situação, não chegaram a se reunir para discutir esse assunto. Qual a função do prefeito? Dos deputados? Eles precisam saber como está e ter uma atenção para os setores que geram a economia da cidade, pois se eles vão mal. Como é agora, com muitos desempregados. Isso causa um problema social e a cidade toda é afetada. Eles precisam conversar conosco o tempo todo, é preciso se preocupar com a saúde econômica”, disse Brigagão, que ainda cobrou um planejamento estratégico por parte dos políticos locais.

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