Enquanto a sapateira que teve 50% do corpo queimado no último domingo permanece internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da Santa Casa, sua família pede que a justiça seja feita e o responsável acabe preso. Até o momento, o pedreiro José Fonseca Mendes, de 32 anos, não foi localizado.
O caso aconteceu no Jardim Guanabara, na rua Antônio Constantino, onde os familiares da vítima moram. Ela estava em seu carro quando Mendes chegou e, em dado momento, ateou fogo em seu corpo. O motivo? Não aceitava a separação, ocorrida há sete meses. “Ele ficava ligando e indo atrás da minha irmã. Insistia para voltar e reatar o relacionamento, que durou doze anos e terminou porque ele bebia demais e ela não suportou. No domingo, cometeu esse ato covarde”, disse o pintor Pedro Coutinho, irmão da sapateira.
Mas, antes mesmo disso, o pedreiro dava indícios de que não deixaria a ex em paz. Segundo o pintor, ele perseguiu a mulher duas vezes. A primeira logo após o término do relacionamento. Na ocasião, ainda de acordo com Coutinho, Mendes jogou pedras no apartamento da ex, no Residencial João Liporoni.
A segunda vez, há cerca de seis meses, foi pior, de acordo com o irmão da vítima. Isso porque, além de agredi-la, o pedreiro esfaqueou o atual namorado da sapateira no mesmo endereço onde tentou matá-la nesta semana. “Ele infernizava a vida da minha irmã, ficou com raiva porque viu segui-la com sua vida. Ela prestou queixa duas vezes, não queria saber dele”, disse.
Agora, Coutinho e os familiares da sapateira esperam que a polícia aja e o pedreiro seja preso. “Acolhemos ele e cuidamos. Tínhamos como alguém da nossa família e ele fez isso. Estamos esperando que a polícia encontre esse homem e que seja preso logo. Queremos justiça.”
Quem tiver alguma informação sobre o paradeiro de Mendes pode fazer uma denúncia às polícias Civil e Militar. Basta ligar no 197 ou no 190. O sigilo será mantido.
Estado de saúde
Segundo o pintor, a irmã está em coma induzido na Santa Casa. Teve queimaduras de segundo grau no pescoço e na cabeça, e aguarda vaga na ala de queimados do Hospital Estadual de Bauru. Em nota, o hospital informou que ela permanece internada em estado grave na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).
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