Mulher incendiada pelo ex continua internada na UTI


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A vítima estava em seu carro quando foi atacada; fogo causou graves ferimentos na sapateira
A vítima estava em seu carro quando foi atacada; fogo causou graves ferimentos na sapateira
A Polícia Civil caça o pedreiro José Fonseca Mendes, de 32 anos, acusado de colocar fogo no corpo da ex-mulher, uma sapateira de 46, no meio de uma rua do Jardim Guanabara. Ela foi levada em estado grave para a Santa Casa. O agressor conseguiu fugir. O grave caso de violência contra a mulher foi registrado na tarde do último domingo.
 
O crime aconteceu na rua Antônio Constantino, por volta de 12h30. A vítima estava dentro de seu carro quando foi abordada pelo ex. De acordo com a Polícia Militar, havia álcool em uma garrafa PET e o acusado jogou na vítima, ateando fogo em seguida. Populares e familiares da mulher tentaram ajudá-la. Enquanto, a família amparava a sapateira, o pedreiro fugiu pela rodovia Cândido Portinari. 
 
A Polícia Militar foi acionada e fez diligências para tentar localizar o acusado, que abandonou uma bicicleta motorizada, sua mochila e uma faca no local do crime. Ele não foi encontrado. O Samu socorreu a mulher em estado grave, com queimaduras pelo corpo todo, até a Santa Casa. Em boletim médico enviado ontem, o hospital informou que a sapateira está internada em estado grave na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).
 
À polícia, ainda no local dos fatos, um irmão da vítima contou que ela ficou com o ex por 12 anos, mas quis se separar por conta de supostos problemas dele com a bebida. Ainda segundo o relato, mesmo após dar um basta àquela situação, a vítima não teve paz. Constantemente era procurada e teria sofrido ameaças. “Ela não queria conversar com ele por medo disso e, hoje (no domingo), ele veio atrás para voltar e aconteceu isso. Espero que ele seja preso. Não pode ficar solto. Pode tentar de novo uma coisa dessas”, disse um irmão da vítima.
 
O caso já está sob investigação na DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher). 
 
Quem tiver alguma informação sobre o paradeiro do acusado pode fazer uma denúncia anônima através dos telefones 197, da Polícia Civil, e 190, da PM.

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