Estratégias de sobrevivência


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Darwin, grande estudioso e biólogo, disse que na natureza é assim: quem não se adapta, morre. Não se trata de ser o mais forte para sobreviver, mas de ser o mais flexível para se adaptar. Poderíamos completar o pensamento com a certeza de que as estratégias de sobrevivência são um desses jeitos de se moldar ao mundo e escapar aos predadores. O polvo, a gazela, o peixe-borboleta, o gambá, o baiacu, o pássaro-pau, o camaleão  e o pangolim são alguns exemplos de bichos com estratégias muito interessantes para escapar dos que ameaçam suas vidas. Vamos conhecê-las?
 
O polvo sabe se dobrar de tal maneira que, apesar de suas muitas pernas, se enfia em esconderijos que são bem menores que ele. E, se mesmo assim for alcançado por algum tubarão, ele usa uma tática infalível de despiste: solta um jato de tinta escura, produzida por seu corpo, de forma que não deixa seu inimigo enxergar nada!
 
O peixe-borboleta tem um jeito supercurioso para se defender dos grandes aninais marinhos que vasculham o fundo do oceano. Como ele possui uma mancha bem grande, parecida com um olho, na sua lateral, quando cisma que corre perigo, vira-se para o lado de onde pode vir o ataque, de maneira  que o predador tem a impressão de que está na frente de um bicho grandão, de olhos imensos. Então, é o inimigo quem foge...
 
O gambá também usa tinta como arma de defesa. Mas é uma tinta fedorenta. O cheiro horrível que suas glândulas secretam faz qualquer agressor sair em disparada, pois quem é que quer comer um animal que fede? Se, ainda assim, não funcionar, ele se finge de morto, coloca a língua pra fora, e quando o inimigo se aproxima, achando que nem precisa se esforçar, ele sai correndo.
 
Do camaleão, você com certeza já ouviu falar. É um réptil, tipo lagarto, muito comum na África, mas também encontrado na selva amazônica. Tem uma língua comprida e muito rápida, com a qual captura insetos e outros bichos menores que fazem parte de sua dieta alimentar. Mas como pode também ser capturado por bichos grandes, ele tem uma estratégia fantástica: muda de cor a cada ameaça. Fica verde se estiver perto de folhas, azulado se ficar próximo à água, bege se se encontrar sobre a areia... e assim por diante. Ou seja, ele se confunde com o ambiente e confunde seu predador, que desiste de identificá-lo.  
 
E o baiacu? Ele é um peixinho até sossegado. Mas quando percebe alguma ameaça ao seu redor, engole tanta água que consegue inflar seu corpo até três vezes mais que o tamanho de seu predador. E como algumas espécies têm espinhos, quando inflam estes espinhos ficam espetados, tornando ainda mais feia sua figura. Quem está em busca de alimento, nem tem coragem de se aproximar do monstro em que o baiacu se transforma.
 
Já a gazela usa uma condição que lhe é própria para salvar não só a si mesma mas também a seus filhotes e outros companheiros de bando: corre mais do que nunca e dá grandes saltos, tipo assim dois metros de altura, para chamar a atenção daqueles que talvez não tenham percebido a perseguição. Ou seja, além de veloz, ela é solidária!
 
O pangolim é um tipo de tatu-bola. Seu corpo é coberto por escamas bem duras e flexíveis. Lembram as telhas de um telhado, pois se encaixam perfeitamente. Ao se sentir alvo de alguma ameaça, seu corpo move essas escamas que vão encolhendo umas dentro das outras até que ele vira uma bola, escondendo sua cabeça, parte mais vulnerável. 
 
O pássaro-pau recebeu dos índios o nome de urutau exatamente por conta de um jeito especial de se defender. Ele consegue se agarrar a um tronco de árvore e ficar com a cor e o formato dele. De uma forma tão impressionante que parece mesmo um pedaço de pau, pois nem se mexe! Pode ser encontrado ainda em várias regiões do Brasil. 

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