Quociente eleitoral alto, excesso de candidatos, concorrência de forasteiros e falta de interesse dos eleitores em votar. A soma destes fatores é um desafio a ser superado para quem sonha em representar Franca na Câmara Federal. Números levantados pelo Comércio com base nas últimas eleições não são animadores e revelam que o candidato que não tiver expressiva votação fora não terá chance de se eleger. Os votos úteis de Franca não são suficientes.
Nas eleições de 2014, havia 228.996 eleitores em Franca. Do total de votos, apenas 120.780 foram destinados para os candidatos a deputado federal por Franca. Graciela Ambrósio (PR) foi a mais votada, com 45.551 (só os votos de Franca). Foram desperdiçados 108.607 mil votos, o que representou 47,34% do total. Fazem parte da soma as abstenções, os votos em branco, nulos, e os destinados para concorrentes de fora.
Tiveram votos em Franca 643 candidatos de todas as partes do Estado. Oito deles, superaram a casa de mil votos na cidade. O campeão foi Tiririca, que levou 6.217. Como se sabe, a divisão foi fatal e Franca ficou sem representante em Brasília. Mesmo recebendo expressivos 77.962 votos no total, Ubiali (PSB) ficou fora. Com apenas mais dois mil votos, ele estaria eleito. “Isso demonstra o quanto precisamos conscientizar as pessoas de que o voto é um ato de cidadania e é algo muito poderoso. Nossa região é grande e precisa muito de representantes políticos que olhem por ela. Desperdiçar o voto ou deixar de votar em uma eleição é ruim para a população. Nada anulará uma eleição, mas a falta de votos pode acabar por eleger pessoas desqualificadas e que não merecem estar no poder”, comentou.
Gilson de Souza Júnior (PRB), que disputará as eleições para deputado pelo primeira vez, também demonstrou preocupação com o grande número de votos que são desperdiçados. “Quem perde com isto, é a nossa cidade e região. Os eleitores precisam ter a consciência de que é muito importante termos um representante em Brasília para liberar recursos e defender os temas de interesse da cidade”.
O desperdício de votos para deputado estadual foi um pouco menor, mas não deixa de ser preocupante. Dos 229.387 votos possíveis, apenas 136.234 foram destinados para candidatos de Franca. Gilson de Souza (DEM), com 49.117, foi o que levou a maior fatia dos votos francanos. Foram jogados fora 93.153, o que representou 40,60%. Apenas Roberto Engler (PSDB) conseguiu se eleger. O deputado recebeu 74,6 mil votos vindos de Franca, região e outras cidades do Estado.
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