Fiscalização fecha 80% dos bares vistoriados em Franca


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Policiais militares e fiscal da Vigilância Sanitária em uma das operações, no ano passado
Policiais militares e fiscal da Vigilância Sanitária em uma das operações, no ano passado
Desde o início do ano, a Vigilância Sanitária, o Conseg (Conselho Municipal de Segurança) e a Polícia Militar vêm fechando o cerco contra o funcionamento irregular de bares e casas noturnas. De janeiro a julho deste ano, foram fiscalizados 53 estabelecimentos instalados na cidade. Destes, 44 acabaram interditados. Os outros nove foram multados.
 
As operações de fiscalização acontecem sempre às sextas-feiras ou aos sábados, e verificam desde a documentação exigida pela Prefeitura até questões relacionadas à segurança dos empregados do local e dos clientes.
 
O fiscal municipal sanitário André Szabo tem acompanhado as ações desde o início do ano e se diz impressionado com a quantidade de irregularidades verificadas neste setor. “Mais de 80% dos locais que fiscalizamos acabam interditados, porque não oferecem as condições mínimas de segurança, não têm alvará de funcionamento nem do Corpo de Bombeiros e, em alguns casos, sequer têm condições de higiene”, disse.
 
A maior parte dos bares fiscalizados está em bairros da periferia da cidade. “São locais que funcionam de forma improvisada, principalmente em garagens. Seus donos não seguem qualquer norma sanitária ou de funcionamento. São um risco para quem trabalha e para quem frequenta”, disse.
 
Entre as irregularidades mais comuns, estão a falta de alvará expedido pela Prefeitura e a falta de AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros. “No caso do alvará de funcionamento, ele é importante porque é o documento que atesta que o local passou por vistoria dos órgãos competentes e respeita as normas de funcionamento. Já o AVCB é o documento que garante que não há risco de incêndio, por exemplo.
 
Também foram flagrados problemas relacionados ao manuseio e armazenamento de alimentos e bebidas, como falta de refrigeração adequada, alimentos com validade vencida, entre outros.
 
Os estabelecimentos interditados só podem reabrir depois de regularizar a situação. “Muitos até desistem e acabam fechados de forma definitiva.”
 
Segundo Szabo, as operações devem ser intensificadas a partir deste mês. “Estávamos indo uma vez por semana. Agora passaremos a ir duas.”
 
Para quem souber de bares funcionando de forma inadequada, a Vigilância Sanitária mantém o telefone (16) 3711-9415 para denúncias.

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