Kaká descarta projetos: 'Não tenho a receita do milagre'


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O candidato a deputado estadual pelo PSDB, vereador Kaká, foi sabatinado na rádio Difusora na manhã dessa sexta-feira
O candidato a deputado estadual pelo PSDB, vereador Kaká, foi sabatinado na rádio Difusora na manhã dessa sexta-feira
O candidato a deputado estadual pelo PSDB, vereador Kaká, foi sabatinado na rádio Difusora ontem. A entrevista, a primeira que a emissora fez com os candidatos com base eleitoral em Franca, durou uma hora. Kaká falou de suas propostas e respondeu a perguntas feitas por jornalistas sobre sua trajetória pessoal e política e também sobre temas comuns que serão direcionados a todos os participantes. No último bloco, foi indagado por ouvintes e internautas.
Anunciou que vai se afastar da Câmara em setembro, explicou o baixo patrimônio declarado à Justiça Eleitoral, disse que projeta receber 70 mil votos e que será um parceiro forte das entidades. Admitiu que não tem projetos e apostou na relação com João Doria para ajudar a melhorar a geração de emprego em Franca. Conheça abaixo, os principais temas abordados pelo candidato.
 
Chance de ser eleito

“Minha história ao longo de 33 anos e os processos que desenvolvo, não só com as comunidades terapêuticas, mas com as palestras e treinamentos em todo o Estado, me credenciam. Não atuo só em Franca. Com a minha história chegando ao coração e às residências das pessoas, tenho convicção que nós, junto com o grupo de apoio, temos uma possibilidade muito grande de chegar a 70 mil votos”.
 
Como pagar a conta?

“Nossa campanha vai ser direcionada em cima daquilo que pode ser provido pelos amigos, como foi na campanha para vereador. Vamos trabalhar dentro do que é possível”.

Erro na Câmara

“Meu maior erro foi alimentar uma expectativa de que eu poderia fazer muita coisa para os eleitores. Enfrentamos muitas limitações e me sinto frustrado por não poder ajudar tanta gente”.
 
Conselho político

“O conselho é um modelo novo para alguém dar certo na vida, não só como político. Nos reunimos várias vezes e a margem de erro é muito menor. Ouvimos várias pessoas de segmentos diferentes e elas ajuda a decidir que caminho tomar. O conselho opina, mas o voto e a responsabilidade são meus”.
 
Afastamento da Câmara

“Vou me afastar 30 dias antes das eleições. O Adérmis se afastou antes, pois o processo de visitação dele na região é mais intenso do que o meu. A partir de setembro, vou abrir mão do meu salário e irei me afastar para focar mais no meu trabalho na região”.
 
Sem discursos

“Sou mais da ação. O discurso na tribuna só é escutado quando a pessoa fala do que é essencial e importante. Quando se fala o ocasional, ninguém vê, nem os nossos próprios colegas na Câmara. Eles se levantam, pois já sabem o que vai ser colocado. Na Assembleia, sei que preciso chegar e conquistar meu espaço. A maior facilidade que tenho é falar. Não terei problema”.
 
Imagem ligada à Igreja

“Não tenho só relação com os católicos. Tenho mais de 30 anos de atuação e sempre interagi numa linha de cristão. Participei de várias reuniões de centros espíritas e de encontros de Carnaval de igrejas evangélicas onde fui falar de dependência química. Devo muito à Igreja Católica, mas tenho que fazer o papel de cristão. Quando a conversa com o pastor segue a linha da espiritualidade, não da religiosidade, a conversa vai longe”.
 
Recursos para a Saúde

“Só existe um caminho: a nossa relação com o governador. Não tem como fazer milagre. A saúde tem que ser uma das nossas prioridades. Acredito que o João Doria vai ganhar. Nesta relação nossa com ele, acredito que poderemos amenizar e solucionar a dificuldade dos pacientes. Tenho plena convicção de que serei um parceiro forte da Santa Casa e do Allan Kardec. Vamos aliviar um pouco o drama das entidades. Acredito que tem jeito, mas depende da prioridade dos deputados. Se o cara coloca como prioridade agradar a região e deixa as entidades passando a sacola, o que podemos fazer? Respeito demais o Roberto Engler, mas estamos falando de resultados. Em relação à verbas para a Santa Casa, os deputados foram insignificantes. Vou priorizar Franca”.
 
Empregos

“Precisamos, urgentemente, cobrar do governador, seja ele quem for, que adote medidas para curar as nossas angústias. A minha vocação é fazer pontes entre os empresários e o governador. O Doria nos garantiu que vai ter um olhar especial para a região. Como empresário, ele terá um olhar diferente para a nossa realidade. Acredito na vocação dele como empresário e ele vai sensibilizar”.
 
Sem milagres 

“Não tem milagre. Não adianta chegar um candidato a deputado e falar que vai trazer a receita pronta, pois se compromete e não trabalha com a verdade. Não tenho a receita pronta, precisamos encontrar caminhos. Não tenho a receita do milagre, mas tenho dedicação e trabalho”.
 
Tratamento compulsório

“Deus respeita a liberdade do ser humano. Peguei a estrada errada. Quando encontrei o retorno, voltei. Muitos pedintes não querem a estrada da disciplina e do comprometimento. Eles querem a estrada da preguiça. Sem disciplina, comprometimento e vida voltada para os valores, você não consegue encontrar o retorno. Vou dizer com propriedade: em relação a dependente químico dormindo nos cantos, sou totalmente a favor da internação compulsória, pois vai salvar uma vida. Qual é a chance deste cara se recuperar deitado na sarjeta? Zero”.
 
Nenhum projeto

“Não tenho nenhum projeto de lei (para apresentar como deputado). Sem ter contato com nossa realidade, não tem como prometer”.
 
Precoce

“Não escolhi ser candidato. Aconteceu naturalmente. O Roberto Engler mudou de partido e o Sidnei Rocha não quis sair. Não poderia lavar as mãos como Pilatos fez. Após consultar conselheiros, tenho certeza que fiz a escolha correta”.
 
Patrimônio de R$ 364,10

“Todo o nosso patrimônio está em nome da minha esposa, a declaração do Imposto de Renda é feita por dela. É algo natural na nossa família. Quem manda lá em casa é minha mulher”.

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