4,8 MILHÕES DE BRASILEIROS ABRIRAM MÃO DE BUSCAR UMA VAGA DE EMPREGO
O drama do desemprego, que atinge dezenas de milhões de brasileiros, atinge seu ápice quando estes cidadãos perdem a esperança no País e desistem de buscar um posto de trabalho. São os chamados desalentados, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas). Esse grupo de trabalhadores nunca foi tão grande como no segundo trimestre deste ano. São 4,833 milhões de brasileiros que abriram mão de buscar uma vaga de emprego, por causa da longa espera pela recolocação. O cenário torna-se ainda mais tenebroso quando se junta aos cidadãos que jogaram a toalha, os que veem sua força de trabalho ser subutilizada - são os desempregados, os subocupados e pessoas que gostariam de trabalhar, mas não procuraram emprego. Eles são 27,6 milhões de pessoas. São 32,4 milhões de pais e mães de família, de jovens, adultos e idosos que sofrem a angústia de não saber como será o dia seguinte. São brasileiros que perderam sua dignidade graças à incompetência dos governantes. A tragédia desses cidadãos e suas famílias, projetam analistas, está longe de ter um fim.
“Os dados mostram que o cenário no mercado de trabalho brasileiro não é tão favorável quanto aparenta”, analisa o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, ao comentar uma ligeira queda no número dos subocupados, que incluiu os desempregados. Ao contrário do que os números possam demonstrar, o desemprego não recuou. A taxa caiu justamente porque aumentou a quantidade de desalentados. O instituto considera apenas as pessoas que buscam um posto de trabalho como desempregado. Esta triste realidade nacional é sentida na pele por francanos. Apesar de não haver dados oficiais específicos sobre a cidade, as agências de emprego e as entidades de classe, além de diversas manifestações de leitores deste Comércio da Franca, apontam para uma derrocada do mercado de trabalho local.
A indústria calçadista, uma das maiores empregadoras da cidade, tradicionalmente contrata no início do ano e demite em dezembro. Esta sazonalidade obriga o mercado de trabalho francano a tomar grande fôlego nos primeiros meses para fechar o ano no azul. Mas este 2018 está mal. O saldo positivo de 5.390 vagas criadas com carteira assinada no primeiro semestre poderia ser motivo de comemoração. Mas, não! Está pior que o ano passado, quando no mesmo período, foram 6.001 novos postos de trabalho. A continuar assim, a cidade fechará este ano com mais demissões que contratações - desempenho que se repete pelos últimos quatro anos.
Recrutadores alertam os empregados: não é hora de tentar trocar de trabalho. E orientam os desempregados: busquem orientação nos órgãos públicos, nas agências, usem toda a sua rede de conhecidos, incluindo amigos e parentes. E o mais importante: não desistam!
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