Para não cometer o mesmo erro


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Crise institucional. Crise financeira. Crise política. A guerra de palavras entre membros do Judiciário, do Ministério Público e ocupantes de cargos eletivos; o caos financeiro, o desemprego em alta, o retrocesso econômico... Tudo tem início na política, tudo é consequência da escolha dos eleitores feitas há quatro, oito, doze, dezesseis, vinte anos... Todos os avanços experimentados pelo País no início deste século e todo o retrocesso amargado nos últimos anos foram e são determinados nas decisões tomadas pelos cidadãos brasileiros - cada um deles - de quatro em quatro anos, durante as eleições gerais. 
 
O voto neste ou naquele candidato, seja a presidente, senador ou deputado, e também o não voto têm consequências diretas na vida de cada integrante da Nação, desde o mais miserável até o mais rico, desde o mais poderoso até o menos significante. O poder do voto digitado nas urnas eletrônicas é tamanho, ao ponto de a grande maioria da população não ter real consciência de sua importância. É através dele que todos os moradores do País, marcado por imensa desigualdade social, são nivelados. O voto de cada um dos 147.302.357 eleitores tem exatamente o mesmo valor. E é apenas através deste crucial instrumento da democracia que o desastre político-econômico que arruinou o Brasil, principalmente nos últimos quatro anos, pode ser evitado. É, inclusive, a única forma de a Nação tentar mudar este tenebroso estado de coisas que a assola.
 
As eleições para Presidente da República, senador, deputado federal e estadual, além de governador de Estado, entram hoje em sua mais importante fase. Encerrado ontem o prazo para registro de candidaturas, começa nesta quinta-feira, 16 de agosto, a propaganda eleitoral. O primeiro turno de votação está marcado para o dia 7 de outubro. O caos brasileiro se reflete - como não poderia deixar de ser - até na definição de quais serão os candidatos ao Palácio do Planalto. Foram treze os requerimentos de candidaturas à Presidência: Alvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSol), Henrique Meirelles (MDB), Jair Bolsonaro (PSL), João Amoedo (Novo), João Goulart (PPL), José Maria Eymael (DC), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marina Silva (Rede) e Vera Lúcia Salgado (PSTU). Mas, pelo menos um nome irá mudar: Lula - preso, condenado em segunda instância, ficha suja - terá o pedido indeferido pela Justiça Eleitoral e dará lugar a Fernando Haddad (PT).
 
A “esquizofrenia” da candidatura petista é a mesma da política nacional. Ela expõe francamente a todos os eleitores o que eles fizeram com seus votos. Não há respeito à legislação - apesar de o questionamento, o registro e, às vezes, até as afrontas serem legais. Não há respeito a ninguém. E, infelizmente, tudo começou na urna, com o voto de cada um dos brasileiros. Nova chance se aproxima. Todo cuidado é pouco, para não errar novamente.

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