Vereadores criticam lentidão do governo em solucionar entraves


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Na Câmara, é consenso que Gilson de Souza precisa ser firme e não ter medo de tomar decisões
Na Câmara, é consenso que Gilson de Souza precisa ser firme e não ter medo de tomar decisões
A dificuldade do prefeito Gilson de Souza (DEM) em contornar contratempos enfrentados pela administração municipal unificou os discursos de vereadores governistas e da oposição, na sessão de ontem, na Câmara Municipal. No plenário, é consenso que o prefeito precisa assumir as responsabilidades, ser mais firme e não ter receio de tomar decisões difíceis para que temas importantes possam ser destravados.
 
Integrante da bancada de apoio ao governo, o vereador Corrêa Neves Júnior (PSD) foi o primeiro a abordar o assunto em sua participação na tribuna livre e acabou seguido pelos colegas de plenário. “O governo é bom para abrir feridas, mas tem muitas dificuldades para fechar suturas”, afirmou.
 
Como exemplo de assuntos pendentes que a Prefeitura não consegue concluir, Corrêa citou o caso dos cargos comissionados, cuja necessidade de adequação era de conhecimento do prefeito desde a transição de governo, ocorrida no final de 2016; o projeto de Refis da Dívida Ativa, que está pronto mas ainda não foi enviado para votação pelos vereadores; o projeto do Bolsa Cultura, paralisado na procuradoria do município; o concurso para educação especial, suspenso na semana de sua realização; as idas e vindas do Abrigo Provisório, que acabou ficando no mesmo lugar; e o repasse de R$ 2,5 milhões para a Santa Casa, travado por questões burocráticas. 
 
O prefeito tem titubeado sempre que há opinião contrária, especialmente de promotores ou, ainda, de religiosos, como foi no caso da mudança frustrada do Abrigo Provisório. Presidente da Pastoral do Menor e Família da Diocese, padre Ovídio chegou a dizer que a Prefeitura pretendia fazer “higienização dos pobres” ao levar o equipamento para a fora da cidade, iniciativa que havia recebido amplo apoio popular. A ideia foi abortada.
 
“O Gilson é honesto e dedicado, mas precisa tomar decisões e encaminhar as questões urgentes. Não tem condição de governar sem desagradar. A insegurança é ruim para todos. Quem busca o endosso total, certamente, desagradará a todos”, completou Corrêa Neves Jr. 
 
Líder da oposição e, normalmente, divergente da postura do colega, Marco Garcia (PPS) disse que concordava em gênero, número e grau com o desabafo feito por Corrêa Neves Jr. “Eu diria que vossa excelência ‘furtou’ minhas palavras”, brincou Marco. “O governo precisa parar de enrolar e entregar o que está parado. Chega de ilusão.”
 
O vereador Della Motta (Podemos) ironizou o slogan da administração, que é “Compartilhar e avançar”. “Está compartilhando muito e avançando a passos de tartaruga. Abre várias frentes de trabalho e não entrega nenhuma. Precisa tomar um rumo.”

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