Há bastante tempo acompanho o trabalho do MSF (Médicos sem fronteiras - “medecins sans frontieres”), uma organização humanitária internacional, fundada em França, no ano de 1971, por médicos e jornalistas, que leva cuidados de saúde e nutrição a pessoas afetadas por conflitos armados, desastres naturais como terremotos, tsunamis, epidemias, campos de refugiados, portanto daqueles sem qualquer acesso à assistência médica.
O MSF já ajudou a reduzir drasticamente o sofrimento e melhorou a qualidade de vida de milhares de pessoas em estado de vulnerabilidade, em mais de 70 países, sendo o seu trabalho reconhecido e incentivado internacionalmente, tanto que em 1999 ela foi agraciada com o Prêmio Nobel da Paz.
Em 1991 o MSF chegou ao Brasil para ajudar a combater a epidemia de cólera na Amazônia. A entidade também levou ajuda médico-humanitária aos desabrigados do terremoto de 2010 no Haiti, além de ter atuação destacada no combate à epidemia de Ebola na Libéria, Serra Leoa e Guiné e contribuiu e contribui para diminuir a desnutrição na Nigéria.
O trabalho destacado do MSF é realizado com absoluta independência e imparcialidade e sem discriminação de raça, nacionalidade, convicções religiosas e políticas. A entidade não possui qualquer ligação com poderes políticos, econômicos, religiosos ou militares, além de sobreviver graças as contribuições espontâneas de pessoas do mundo todo e de entidades não governamentais, contando com abnegados médicos, paramédicos e enfermeiros de vários países do mundo, inclusive brasileiros, que exercem a medicina como um verdadeiro sacerdócio.
O MSF, sem dúvida, realiza o sonho de John Lennon, preconizado na canção Imagine, onde ele imaginou um mundo vivendo em paz, sem fronteiras e sem discriminações, onde todos tenham condições de ter uma vida digna. Caso algum leitor tenha interesse em conhecer mais o trabalho do MSF ou mesmo tornar-se um doador, poderá ligar 08009403585 ou acessar http://msf.org.br/area-doador.
Setímio Salerno Miguel
Advogado Empresarial e Professor da Faculdade de Direito de Franca
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.