QUANTO MAIS Concorrentes na cidade, MENORES são AS CHANCES DE VITÓRIA
Nem sempre o muito é garantia de vitória. As eleições para a Assembleia Legislativa e para a Câmara dos Deputados é exemplo claro disso. Quanto mais candidatos em determinada localidade, mais os votos são pulverizados e, quase sempre, o resultado é a derrota de praticamente todos. Neste ano, Franca terá 21 candidatos a uma vaga no legislativo - são nove ao estadual e doze ao federal. O município possui 238.375 eleitores aptos a votar no pleito de outubro, de acordo com dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Se todos comparecessem às urnas e concentrassem suas escolhas - em um cenário totalmente hipotético - a cidade conseguiria eleger pelos menos dois deputados para cada uma das duas casas legislativas. Suposições à parte, o fato é que Franca dispõe, sim, de votos suficientes para ter representantes em São Paulo e Brasília. Esse capital, porém, é esvaziado, quando é dividido entre o número exagerado de candidatos. Então, a quem interessa tantas candidaturas? As hipóteses são muitas. E a quem não interessa? A resposta, neste caso, é simples: à própria cidade.
Tendo Franca como base eleitoral, disputarão uma vaga na Assembleia Legislativa o empresário Antônio Carlos Ribeiro (PV); o educador físico Chuí (PRB); a advogada Cristiany Castro (PR); a empreendedora social Fátima Fraldas (PHS); a delegada de polícia Graciela Ambrósio (PR); o comerciante Hayslan Pires (Patriota); a estudante universitária Ingrid Relvão (Rede); o consultor empresarial e vereador Kaká (PSDB); e o professor e deputado estadual Roberto Engler (PSB). A lista de candidatos baseados no município que tentarão uma cadeira na Câmara dos Deputados é ainda mais extensa: o economista e vereador Adérmis Marini (PSDB); o estudante universitário Adolfo Mariano (PSol); o radialista Alex Júnior (PSL); o veterinário Alexandre Ferreira (SD); o agricultor Crico (PHS); o delegado de polícia Delegado David (PR); o empresário Gerson de Paula (PV); o advogado Gilson de Souza Júnior (PRB); o policial militar Ramsés (Podemos); o médico Ubiali (PSB); o também médico Wagner Deocleciano (Rede); e o cabeleireiro Zezinho
Cabeleireiro (Patriota).
Todos exercem seu direito de disputar uma eleição. Todos têm suas convicções políticas e ideológicas e, ao lançarem-se candidatos, se apresentam - em tese - como cidadãos preparados a representar e defender o interesse de sua comunidade. Mas, ao partir para o individualismo, patrocinado pela realidade política nacional, em que os partidos estão mais preocupados mais com os interesses da própria legenda do que com os anseios e necessidades da população, os candidatos acabam se transformando em apenas uma pequena formiga na busca de votos que, no final, dentre os centenas de soldados, apenas ajudará a eleger os velhos caciques do formigueiro. Algo tem de mudar no sistema eleitoral brasileiro.
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