Dizem que elas têm uma voz tão linda, que quando cantam deixam quem as ouve simplesmente paralisado. Quem são? As sereias, criaturas cujo corpo é metade mulher e metade peixe. Elas não existem no mundo real; mas por séculos pessoas de diferentes lugares do mundo sentiram medo misturado a curiosidade, desejando ver de perto uma delas. Criaturas da água, habitantes de mares, rios e lagos, envolveriam com seu canto os navegadores e moradores de regiões localizadas às margens, deixando-os desnorteados e atraindo-os para as profundezas.
As sereias estão presentes em muitas histórias contadas de forma oral ou mesmo escrita. O texto mais antigo que fala a respeito delas data de três mil anos! Chama-se Odisseia e foi escrito por Homero, na Grécia antiga. No seu livro, que é um longo poema, o autor conta as aventuras de Ulisses e fala de marinheiros que ao ouvirem estes seres cantarem, perdiam o rumo em pleno mar. Para evitar que isso acontecesse com os homens de seu navio, Ulisses, que era um herói muito esperto, tomou uma decisão que salvou a tripulação, a embarcação e ele próprio. Fez o seguinte: tapou com cera os ouvidos dos marinheiros e se amarrou ao mastro do navio. Assim, todos atravessaram a zona perigosa onde habitavam as sereias sem se deixarem seduzir pelo seu canto.
Cada lugar do mundo tem uma versão de sereia. No Brasil ela se chama iara, palavra criada pelos indígenas e que significa em tupi “mulher da água”. A iara é uma figura forte no nosso folclore. Logo que os portugueses chegaram ao Brasil, na época do descobrimento, perceberam que a história contada pelos índios era bem parecida com aquela descrita por Homero e outros povos civilizados.
No cinema há sereias no filme “Harry Potter e o Cálice de Fogo”; “Nárnia- a Viagem do Peregrino da Alvorada”; “A Pequena Sereia”; “ H20 Meninas Sereias”; “Aquamarine”; “Piratas do Caribe-4.”
Uma curiosidade: a palavra sirene, em português, vem de sereia.Quando a sirene toca, todo mundo fica por um segundo paralisado. Já observou?
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