'Prefeitura não vai parar após demissões', diz secretários


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A demissão e extinção de 215 cargos de chefia na Prefeitura de Franca na última quinta-feira gerou uma onda de apreensão
A demissão e extinção de 215 cargos de chefia na Prefeitura de Franca na última quinta-feira gerou uma onda de apreensão
A demissão e extinção de 215 cargos de chefia na Prefeitura de Franca na última quinta-feira gerou uma onda de apreensão, principalmente, com relação aos reflexos que a saída de 70% dos funcionários que exerciam funções de chefia e confiança causaria na qualidade dos serviços prestados à população. O temor era de que, sem direção, muitos acabassem prejudicados ou até mesmo paralisados. Mas, no que depender dos secretários municipais, se houver transtornos, estes serão reduzidos. 
 
A aposta de todos é na colaboração dos servidores de carreira (que ingressaram no cargo por meio de concurso público). Reuniões e encontros foram e serão realizados para pedir apoio e ajuda. No esforço para evitar que a demissão dos comissionados prejudique a população, até o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Luis Fernando Nascimento, fez um apelo. “Convoco a todos servidores municipais para a colaboração com o funcionamento de todos os setores da Prefeitura. Estamos sem os comissionados, porém temos que agora demonstrar que somos capazes, competentes e responsáveis. Precisamos ter a união de todos para que os setores funcionem bem, sem prejuízo aos munícipes, sem prejuízo aos pacientes, sem prejuízo aos alunos, sem nenhum prejuízo a quem realmente nós servimos”, escreveu. 
 
Mais atingida pela saída dos comissionados, a Secretaria de Artes, Esporte e Cultura será conduzida com a ajuda de servidores municipais. “Eu pedi socorro a eles. Não tenho outra alternativa. E todos foram muito solícitos em ajudar. Até me emocionei com a postura dos servidores. Não vão receber a mais por isso, mas querem colaborar”, disse Elson Boni, secretário da pasta. 
 
Na Secretaria de Finanças, a mesma coisa. “A maioria das pessoas que estavam em cargos de chefia aqui são servidores de carreira, que mesmo sem ter o cargo oficialmente já disseram que continuarão colaborando. Tivemos algumas conversas e acredito que não haverá nenhum grande transtorno”, disse Tania Bertholino, secretária de Finanças. 
 
Na Saúde, que é uma das áreas em que os reflexos das demissões mais preocupam, o secretário Rodolfo Moraes também se disse tranquilo. “Claro que com a saída de tantas pessoas teremos problemas, atrasos. Mas estamos organizados para impedir a paralisação de serviços. Não vamos cortar nenhum atendimento. Os servidores aceitaram ajudar em tudo que for necessário. Estamos remanejando peças, orientando e conversando. Pedindo socorro mesmo. E vamos conseguir passar por esse período”, disse. 

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