ML é única brasileira que sobreviverá ao 'apocalipse'


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Frederico Trajano, CEO do Magazine Luiza: futuro promissor
Frederico Trajano, CEO do Magazine Luiza: futuro promissor
O Magazine Luiza, rede com 858 lojas distribuídas em 16 Estados brasileiros, é a única brasileira que aparece em um estudo do banco Credit Suisse que analisa quais varejistas possuem as melhores chances de sobreviver ao “apocalipse do varejo”, que nada mais é que o fechamento de lojas tradicionais que sofrerão fatalmente com a disrupção de empresas tecnológicas como a Amazon. Com apenas sete empresas, o levantamento reproduzido pelo veículo Business Insider   - e publicado pela Exame.com - aponta as companhias que continuarão financeiramente fortes e sobreviverão ao suposto apocalipse, que segundo o texto já atingiu redes em todo o mundo.
 
Para chegar ao resultado, a instituição financeira calculou o retorno econômico sobre o investimento dos principais players do varejo mundial com a média dos últimos cinco anos e a projeção para 2019. Em síntese, as empresas que aparecem como sobreviventes são aquelas que contam com um braço de comércio eletrônico grande e em pleno crescimento, o que auxilia no resultado positivo. Outro fator determinante é a eficiência com os custos fixos das empresas que conseguem manter uma operação financeiramente enxuta. 
 
As sete empresas que aparecem no estudo são: Zalando, Alemanha, que tinha como valor de mercado no momento do estudo 14 bilhões de dólares; JD.com, China, 63 bilhões de dólares; Magazine Luiza, Brasil, 6 bilhões de dólares; Home Product center, Tailândia, 6 bilhões de dólares; Burlington Stores, Estados Unidos, 11 bilhões de dólares; ASOS, Reino Unido, 8 bilhões de dólares e Dufry, Suíça, 8 bilhões de dólares.
 
Lucro
Depois de fechar o ano de 2017 com lucro líquido de R$ 389 milhões, uma alta de mais de 340% na comparação com o ano anterior, o Magazine Luiza reportou lucro líquido de R$ 140,7 milhões no segundo trimestre de 2018. O resultado é 94,5% maior que o registrado no mesmo trimestre do ano anterior. Somente as vendas do e-commerce subiram 66,1% no trimestre, comparado ao crescimento do mercado de 13,2%. Foi o maior crescimento trimestral dos últimos anos. No acumulado do primeiro semestre deste ano a empresa registrou um lucro de R$ 288,2 milhões, alta de 120,2% na comparação anual.
 
Os resultados ainda apontam que o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização da varejista de eletroeletrônicos foi 32,5% maior no segundo trimestre de 2018 em comparação com o mesmo período de 2017. No segundo trimestre de 2018, a receita líquida do Magazine Luiza atingiu R$ 3,696 bilhões. Em seis meses, a receita atingiu R$ 7,309 bilhões, crescimento de 32,8% ante os números do ano passado.
 
Um fator que impulsionou o lucro da empresa no primeiro semestre, segundo o presidente Frederico Trajano, foi a venda de televisores. Com a Copa do Mundo e uma promoção específica para a comercialização dos produtos foram vendidos mais de 1 milhão de aparelhos. 

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