O presidente da Câmara, Donizete da Farmácia (PSDB), abriu a sessão de hoje defendendo os vereadores Pastor Palamoni e Claudinei da Rocha que usaram o carro oficial e recursos públicos para participarem da convenção partidária do PSB sábado.
Donizete disse que é preciso colocar na balança a atuação dos vereadores e defendeu os ganhos obtidos com o trabalho social que eles fazem. Sobre a polêmica viagem, o presidente disse não ter visto problema. "Eles não cometeram ilegalidade. Fizeram o que é certo".
Donizete disse ser co-responsável pelo transtorno causado, já que, como presidente, ele autorizou os pagamentos que são questionados pelo Ministério Público. "Me responsabilizo junto com os dois vereadores".
O vereador Corrêa Neves Júnior (PSD) disse que os vereadores erraram ao usar recursos públicos para irem à convenção, mas que a falha foi corrigida rápido. "Não houve má-fe e ninguém fez nada escondido. Eles explicitaram o que iriam fazer e se prontificaram, de imediato, a devolver os valores".
Corrêa também elogiou a postura de Donizete da Farmácia que assumiu a responsabilidade por ter autorizado a liberação do carro oficial e das diárias. "A lição que o episódio nos deixou é que não devemos fazer nada que se confunda com interesse pessoal ou partidário. Eu defendo maior rigor na liberação das diárias".
O promotor de Justica Paulo Borges abriu inquérito para apurar ato de improbidade administrativa por parte dos dois vereadores e deu 10 dias de prazo para o presidente apresentar a soma dos gastos públicos que a Câmara teve para bancar a presença dos vereadores na convenção.
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