Os nomes estão lançados. Os vices e até os prováveis substitutos foram definidos. São 13 os candidatos à presidência da República. Velhos conhecidos da política e ilustres desconhecidos compõem as listas ao principal cargo do Executivo, que estará em disputa no próximo dia 7 de outubro. Se as pesquisas eleitorais se confirmarem, nenhum dos postulantes conseguirá os 50% dos votos mais um na primeira votação e, assim, a lista será reduzida a dois nomes em uma quase certa disputa de segundo turno, agendada para o dia 28 de outubro. São praticamente três meses de um processo eleitoral marcado pelo ineditismo e disparates patrocinados pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus asseclas petistas, amparados pela legislação brasileira, criada para garantir o pleno direito a todos os cidadãos e, agora, desvirtuada justamente – e principalmente – por um condenado pela Justiça. E o pior: de dentro de uma prisão. As eleições deste ano iniciam num processo “esquizofrênico” nunca antes testemunhado pelos brasileir
os. E tal situação pode começar a ter um fim justamente neste pleito.
Os candidatos ao Palácio do Planalto são o ex-presidente Lula, os ex-ministros Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT), o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) e José Maria Eymael (DC). Todos já disputaram o cargo de o presidente, sendo apenas o primeiro tendo sido eleito, e por duas vezes. Os demais são os novatos Jair Bolsonaro (PSL), Alvaro Dias (Podemos), Henrique Meirelles (MDB), Guilherme Boulos (PSOL), João Amoêdo (Novo), João Goulart Filho (PPL), Cabo Daciolo (Patriota) e Vera Lúcia (PSTU). Esta lista, porém, será mudada. Lula dará lugar a Fernando Haddad, que por enquanto figura como candidato a vice, assim que a Justiça Eleitoral barrar seu registro.
Ficha suja, condenado em segunda instância por corrupção passiva e lavagem de dinheiro a 12 anos e um mês de prisão, o ex-presidente cria chicanas de dentro da carceragem da Polícia Federal, em Curitiba (PR). O petista insistirá até o limite que o Poder Judiciário permitir em seu nome para o Planalto. A ideia é tentar protelar ao máximo a impugnação de sua candidatura para que, ao ser substituído pelo ex-ministro e ex-prefeito de São Paulo, a maior quantidade possível de votos seja transferida ao real candidato. Mais uma imoralidade dentro da legalidade brasileira. A vice de Haddad será Manuela D’Ávila (PCdoB). A comunista abriu mão de ser candidata a presidente da República para o compor o excêntrico “plano B” tramado por Lula.
Por mais que presidente e governadores sejam os cargos em que os eleitores e a mídia centrem suas atenções, são apenas os deputados e senadores que têm o poder de mudar tão estranha e vergonhosa situação pela qual o Brasil passa. Em outubro, os brasileiros também elegerão novos legisladores. É a oportunidade de dar um passo rumo ao fim das tramoias políticas amparadas por nossas leis.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.