Entre os demitidos, estão os mais de 40 diretores escolares


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Uma das principais preocupações do governo em relação à exoneração dos comissionados é com a gestão das escolas municipais. Entre os mais de 220 cargos que serão exonerados, estão os de diretores de escola, que são responsáveis pela administração das unidades de ensino do município e cuja demissão vem gerando uma série de discussões e debates. 
 
Segundo o prefeito Gilson de Souza (DEM), não há como manter os atuais diretores em suas funções. “Decisão judicial não se discute. Se cumpre e vamos cumprir”, disse. Como os demais, eles devem deixar a direção até esta quinta-feira, dia 9. Para auxiliar a administração até que uma solução legal para regularização do cargo seja encontrada, os coordenadores pedagógicos das unidades que não foram atingidos pela decisão do Tribunal de Justiça devem colaborar na condução dos trabalhos educacionais. 
 
Desde o mês passado, duas alternativas vêm sendo discutidas pela Prefeitura para a regularização dos cargos de diretores de escola. A primeira é a realização de concurso público para a função. Mas há algumas barreiras como a falta de recursos para o custeio de concursos públicos e a demora para a efetivação dos mesmos. 
 
Outra alternativa é a escolha dos diretores por meio de um processo eleitoral em que seriam indicados ao prefeito três nomes escolhidos pela comunidade escolar entre os servidores que cumprirem os requisitos para a função de direção, entre eles, estar há pelo menos cinco anos trabalhando na rede municipal de ensino. Caberia, então, ao prefeito escolher o diretor entre os nomes apontados na lista tríplice. O processo seria semelhante ao que ocorre, por exemplo, na escolha dos diretores das faculdades. 
 
Apesar das discussões internas, ainda não há um posicionamento definitivo a respeito. 

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