É escolhendo, e não se abstendo, que chegaremos a um futuro melhor
Por menores que sejam as conquistas ou dessabores de qualquer cidadão, em uma democracia, tudo passa pelo voto. Por mais que renegue a política, por mais que desnutra o gosto por ela, praticamente toda a vida de um humano que viva em uma sociedade democrática é traçada por seus governantes. Logicamente, ao lado das diretrizes, normas e leis traçadas pelos governos, existe o livre arbítrio, a íntima disposição por fazer mais e diferente, sem falar a sorte. São estas últimas condições que definem e traçam as diferenças entre cada um dos membros de determinada sociedade, mas são as primeiras que nos unem e atingem - em alguns casos, como no Brasil, afligem - a todos, sendo impostas para desde o mais abastado até o mais miserável membro da democracia.
O que pode traçar, porém, a oportunidade de tentativa rumo à diminuição da desigualdade social são justamente as políticas públicas. E os personagens que a traçarão, quem os escolhe são todos. Pobres e riscos. Mas neste caso, uma das maravilhas da democracia surge como uma chama de esperança: o voto de todos e de todas tem exatamente o mesmo peso. Em qualquer eleição democrática, todos os cidadãos têm a mesma força para escolher seu futuro governante. No Brasil, de acordo com o TSE, são 147.302.354 eleitores, de Norte a Sul - até do exterior -; de jovens a idosos; de pobres a ricos; homens e mulheres, sejam do sexo masculino ou feminino. São quase 150 milhões de cidadãos habilitados a escolher o futuro da nação pelos próximos anos. Os governantes eleitos serão para 2019 a 2022, mas as consequências vão muito além.
Os dados divulgados pelo TSE mostram um aumento de 3,14% no eleitorado em relação ao último pleito nacional em 2014. Assim como há quatro anos, os brasileiros voltarão às urnas em outubro para escolherem o futuro presidente da República, os governadores de Estado, senadores - neste ano, são dois -, deputados federais e estaduais. São quase 5 milhões de eleitores a mais que detêm a importante missão e poder de escolhem seus representantes. Mas, vivendo em um país em que o voto é obrigatório, a importância do dever cívico de votar é interpretada como imposição, não oportunidade, direito. Em um país em que os representantes se transformam em algozes, escolhê-los torna-se uma espécie de eleição de seus carrascos. O resultado é uma enxurrada de eleitores que não comparecem aos locais de votação para exercerem seu poder de cidadão ou, então, milhares e milhares de votos em branco ou nulos.
Se a intenção nesses casos é o protesto, de nada adianta. Apenas fortalece o voto de quem se dispôs a escolher um nome. Abstenção, branco e nulo são votos descartáveis e, assim, descartados pela Justiça Eleitoral. Os brasileiros em que vivem ainda sobre os reflexos de uma crise política e econômica sem precedentes, que ameaça a todos a todo instante, podem e devem fazer de seu direito a sua arma. Sempre existirá um candidato que mais se enquadre às demandas de cada um dos cidadãos. É escolhendo que chegaremos a um futuro melhor.
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