Polícia Civil concluiu o inquérito que apurou as causas do acidente que provocou a morte do auxiliar de maquinista Ronaldo Garcia da Silva, 25. A vendedora Keyla Cecília Fernandes, 28, que dirigia o carro ocupado por sete pessoas, foi apontada como culpada e formalmente indiciada pelos crimes de homicídio culposo e lesão corporal.
O acidente aconteceu na madrugada do dia 9 de julho de 2017. Os sete amigos haviam passado a noite em uma boate do Distrito Industrial. Por volta das 4 horas, o grupo se amontoou dentro de um Fiat Uno e saiu. Ronaldo era o motorista, mas, como havia bebido e estava sem condições de dirigir, pediu à vendedora que levasse o carro.
A viagem foi interrompida minutos depois. Na avenida Rio Branco, em frente ao Amazonas, Keyla perdeu o controle. Desgovernado, o carro subiu na praça, bateu em uma árvore e só parou após colidir em um poste.
Ronaldo Garcia morreu logo após ser socorrido. Os outros seis passageiros se feriram sem gravidade. Keyla se recusou a fazer o teste do bafômetro e o médico legista não constatou a embriaguez dela.
No Boletim de Ocorrência registrado pela Polícia Militar, consta que ela disse que havia bebido vodca. Entrevistada pelo Comércio no dia seguinte, ela admitiu que bebeu. “Tomei uma caipirinha. Como era a única da turma que estava sã, assumi a direção do carro. Não bati porque bebi e, sim, porque fui fechada por outro carro”, disse ela.
A Polícia Civil ouviu diversas testemunhas durante a fase de investigação do caso. Elas confirmaram que todos tinha bebido, Keyla em menor quantidade. A versão de que o carro teria sido fechado não se confirmou. Uma passageira disse que o acidente se deu porque duas pessoas gritaram para a motorista virar em outra rua e ela fez uma manobra brusca. Outro ocupante disse que a acusada dirigia em alta velocidade.
O último depoimento foi prestado ontem. Responsável pela apuração do caso, o delegado Alan Bazalha Lopes concluiu o inquérito e encaminhou o processo para apreciação da Justiça e do Ministério Público. “Considerando as provas juntadas, decidi indiciar a motorista pelos crimes de homicídio culposo e lesão corporal na direção de veículo automotor, pois, além da vítima fatal, três pessoas se machucaram”.
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