Nadador de Franca disputará seletivas para as Olimpíadas


| Tempo de leitura: 2 min
Guilherme Borini mostra parte dos prêmios que ganhou em competições de natação. Agora sonha com as Olimpíadas
Guilherme Borini mostra parte dos prêmios que ganhou em competições de natação. Agora sonha com as Olimpíadas
Franca terá um atleta nas seletivas olímpicas de natação, buscando vaga para as Olimpíadas de 2020, no Japão. Guilherme  Borini, 26, vem se destacando nas competições em que disputa no Brasil e no exterior.
 
Nome em destaque na Federação Internacional de Natação, Borini foca nas principais competições seletivas para os Jogos, como o Troféu Brasil Maria Lenk e José Finkel. “Todo campeonato tem um índice para participar. Para os Jogos Abertos, por exemplo, só eu e mais um atleta conseguimos o índice. Aí já se vê a dificuldade de alcançar uma marca que dá o direito de avançar às outras competições. A maioria dos nadadores não consegue índice para disputar um campeonato. De Franca, só eu tenho esse índice para participar da prova dos 50m livre”, destacou o nadador, que detém a marca de 22s9.
 
Apesar de ainda dividir a natação com o trabalho (personal), Borini sonha em estar em Tóquio daqui a dois anos. “É um sonho de criança disputar uma olimpíada, mas foi enfraquecendo com o tempo por falta de apoio. Mas estou focado novamente nas principais competições do Brasil. Estar numa seletiva e disputar uma final A ou B, conseguindo índice olímpico seria o auge”.
 
Borini acumula em sua estante inúmeros títulos. Em 2017 ele brilhou em Budapeste, na Hungria, subindo ao pódio quatro vezes pelo Campeonato Mundial de Master, nas provas de revezamento e uma individual (50m livre), na categoria 25 a 29 anos. Ele trouxe uma medalha de ouro, uma de prata e uma bronze no revezamento. Já nos 50m livre, Borini ficou na sexta colocação entre os 130 atletas de sua categoria. Semana passada, o nadador também ajudou Franca a conquistar o vice-campeonato dos Jogos Regionais, disputados em Matão, ao ganhar dois ouros e duas pratas nos 50m livre.
 
Apesar dos feitos na carreira, o nadador busca patrocínio para sustentar as marcas atingidas e disputar os principais campeonatos no país. “Tenho apoio da Feac (Fundação de Esporte, Arte e Cultura), através do Bolsa Atleta, mas é insuficiente pra eu ser profissional. Seria importante um patrocínio pra eu poder me dedicar 100% ao esporte.”
 
Em piscina curta ele cravou a marca de 22s9 nas duas última edições do Jogos Regionais. Em Budapeste, o tempo foi de 23s67 em 2017, repetido no Campeonato Paulista. “Até março de 2019 quero estar fazendo 22s90 na piscina longa e 22s40 na curta”, projeta o nadador, que ainda tem no calendário de 2018 os Jogos Abertos do Interior, que serão em São Carlos; o Sul-Americano, na Argentina; e o Open CBDA, que será em Porto Alegre, em dezembro. 
 
O presidente da Feac, Marlon Centeno, disse que além do apoio do poder público através da Bolsa Atleta, Borini vai contar, também, com um projeto que a entidade elaborou para captação de recursos através de patrocinadores. A ideia é ampliar o apoio ao atleta para que ele possa seguir conquistando índices que o levariam a disputar as seletivas representando a cidade.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários