Vereadores culpam procuradores da por demissão de diretores


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Carlos Ferreira, presidente da APM
Carlos Ferreira, presidente da APM
Diretores de escolas do município, que devem ser exonerados no próximo dia 10 por conta da determinação do Tribunal de Justiça, foram à Câmara Municipal na manhã desta terça-feira para falar dos impactos que a medida causará na rede e pedir o apoio dos vereadores.
 
Presidente da APM (Associação de Pais e Mestres) da Escola Rubens Zumstein, o advogado Carlos Ferreira disse que a educação é referência e que todo o planejamento será jogado fora. "Haverá muitos prejuízos aos atos administrativos das escolas e, principalmente, aos alunos. Por que não se lutou para desmembrar do processo os diretores e obter um efeito suspensivo até o final do ano letivo? Temos que buscar solução".
 
Os vereadores manifestaram total apoio aos diretores e fizeram críticas aos procuradores da Prefeitura. "O governo dormiu no ponto e, agora, terá que cumprir a determinação do TJ. Não será fácil, pois o desembargador foi muito incisivo", disse Della Motta (Podemos).
 
Corrêa Neves Júnior (PSD) afirmou ser inadmissível que a Procuradoria não tenha discutido antes a questão envolvendo os diretores. "Vergonha é fazer o que não sabe. A defesa foi amadora e negligente. O prefeito precisa fazer uma faxina no gabinete e demitir concursado se preciso. Está sobrando gente para atrapalhar".
 
Marco Garcia (PPS) também criticou a morosidade da Prefeitura para evitar prejuízo à rede municipal. "Por que a procuradoria não entra com alguma medida para evitar a demissão dos diretores até o final do ano letivo para amenizar o sofrimento das nossas crianças. Tudo é muito lento no governo".

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