Futuro começa a ser traçado


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O mapa eleitoral de 2018 começa a ser traçado pelos partidos políticos nas convenções, com a oficialização das candidaturas para o pleito de outubro. Os brasileiros irão às urnas escolher o presidente da República, os governadores de Estados, dois senadores, deputados federais e estaduais. As eleições gerais deste ano definirão o futuro do país pelos próximos quatro anos, e o cenário já começa a ser traçado. Ao escolher seus nomes para a disputa, as legendas políticas colocam aos eleitores as figuras que as siglas acreditam, na maioria das vezes, mais fortes para vencer a corrida. Via de regra, para perpetuação da miséria econômica e social do país, os partidos fazem das eleições um plano de poder pelo poder. São poucos os que realmente apresentam planos concretos para garantir o desenvolvimento humano da nação. A falta de candidatos e partidos realmente comprometidos com o futuro do país e seu povo é originária e dá origem ao descontentamento do brasileiro com a política. Um círculo vicioso que, pelos nomes apresentados para as eleições deste ano, não terá fim - pelo menos, não tão logo.
 
No Estado de São Paulo, os principais nomes da disputa ao Palácio dos Bandeirantes foram confirmados nesse sábado. O PSDB oficializou a candidatura de João Doria, o MDB lançou Paulo Skaf e o PT, Luiz Marinho. O último entre os principais concorrentes ao governo paulista a ser lançado será o atual governador Márcio França (PSB). Os pessebistas realizam a convenção estadual no próximo sábado, dia 4 de agosto. Entre os quatro, nenhuma novidade. Doria se intitula “não político”, mas age como um veterano na arte da política. Exemplo claro foi renunciar à Prefeitura no meio do mandato para disputar as eleições de agora. Skaf, presidente licenciado da Fiesp (Federação da Indústria do Estado de São Paulo) e suas instituições, está na corrida pela terceira vez. Marinho é um das principais vozes do que sobrou do PT. França também é um velho na política. Qualquer um dos quatro ganhando, nada de muito novo será implantado no maior Estado do País.
 
Outro exemplo da velha política é a exagerada quantidade de candidatos a deputado federal e estadual por Franca. A cidade possui votos suficientes para eleger pelo menos um representante na Assembleia Legislativa e outro na Câmara Federal. Mas sem um projeto pela cidade, numa espécie de todos contra todos, nomes estão sendo confirmados apenas para angariar uns poucos votos a seus partidos e, assim, ajudar a atingir o coeficiente eleitoral e eleger os velhos caciques de sempre. Perpetuam-se os mesmos, com votos de francanos, que virão seu poder pulverizado entre os candidatos locais. Se dois ou três tiverem chances reais de vitória, é muito. Até meados do próximo mês, as convenções estarão concluídas e a campanha iniciada. Daqui a poucos dias, teremos a certeza de que nada mudará.

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