Suspeita, briga e bagunça lideram chamados no 190


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Policiais trabalham no Copom de Franca. Setor é responsável por despachar as viaturaspara as ocorrências
Policiais trabalham no Copom de Franca. Setor é responsável por despachar as viaturaspara as ocorrências
Indivíduo observando as casas e a movimentação do bairro Cidade Nova. Briga entre casal no Jardim Aeroporto. Som alto em uma residência do Jardim Noêmia, gerando reclamação de vizinhos. Esses são exemplos das ocorrências mais registradas no Copom (Centro de Operações da Polícia Militar) no primeiro semestre deste ano referentes a Franca. Trata-se de averiguação de atitude suspeita, desinteligência e perturbação de sossego público. 
 
Do total de 18.146 chamados feitos através do 190 de janeiro a junho de 2018, quase 40% correspondem a averiguação (6.992). Isso significa que, quando visualizam alguém agindo de forma suspeita, os francanos têm o hábito de acionar a polícia para verificar o que está acontecendo. 
 
As brigas entre famílias, vizinhos, amigos e outros chamadas de “desinteligências” estão em segundo lugar nos acionamentos. Foram 5.841 casos. Em seguida, vem as perturbações de sossego, como som alto e bagunça: 5.313 registros. 
 
Os números indicados representam somente os casos em que foi necessário deslocar viaturas até o local dos fatos, não levando em consideração as orientações feitas apenas pelo telefone. Desde abril de 2013, sob alegação de disponibilizar mais policiais para patrulhamento ostensivo, retirando-os do serviço administrativo e colocando-os nas ruas, esse acionamento vem de Ribeirão Preto, que é para onde vai a ligação ao 190. Depois, é passado de forma online para Franca e, aqui, os policiais despacham as viaturas até as ocorrências. 
 
Desde a mudança, ocorrida há cinco anos, não é incomum que a população reclame da demora para a viatura chegar. Por exemplo: um morador do Polo Clube, que preferiu não se identificar em entrevista feita recentemente sobre os crimes no bairro e no Residencial Zanetti, disse que esperou por mais de uma hora e meia para que a polícia chegasse. Os bandidos fugiram com diversos de seus pertences e deixaram um prejuízo de mais de R$ 5 mil. 
 
O Copom de Ribeirão Preto atribuiu essa “demora” à gravidade das ocorrências. “As mais graves têm prioridades sobre as que não são. A eventual demora do comparecimento de viatura no local, na maioria das vezes, não decorre do atendimento do telefone 190 e sim do despacho de viaturas e quantidade delas. Isso ainda é realizado em Franca”, escreveu a PM, em nota. O órgão ainda informou que está atento às demandas. “Estamos atentos a esses fatos e eventuais falhas para correção e ajustes para uma melhor prestação de serviço à comunidade.”

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