Preço do litro do etanol em Franca sobe R$ 0,60 da noite para o dia


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Motoristas fazem fila em posto para aproveitar os últimos momentos sem reajuste no preço
Motoristas fazem fila em posto para aproveitar os últimos momentos sem reajuste no preço
 
Muitos francanos que aproveitaram a manhã de ontem, 27, para abastecer seus veículos se depararam com uma triste surpresa. Enquanto na quinta-feira era fácil encontrar estabelecimentos vendendo o litro do etanol por até R$ 1,95, ontem, em muitos estabelecimentos, o valor chegava a R$ 2,59. No caso da gasolina, o aumento médio foi de R$ 0,20, passando de R$ 4,20 para R$ 4,40 o litro. Há aproximadamente quatro semanas, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo), Franca mantinha o etanol mais barato do Estado de São Paulo, situação bem distinta dos últimos meses, quando o combustível vendido na cidade era considerado um dos mais caros. 
 
Logo pela manhã, a reportagem do Comércio percorreu a cidade e encontrou o valor já reajustado em postos das avenidas Presidente Vargas, Brasil, Dr. Hélio Palermo e Flávio Rocha. Nos que mantinham os preços antigos, as filas começavam a se formar e os motoristas tentavam aproveitar o valor ainda sem o reajuste. Isso, porém, não durou muito e na hora do almoço a maioria dos estabelecimentos estavam com valores acima dos R$ 2,50, no caso do etanol, e acima dos R$ 4,40, na gasolina. 
 
A alta repentina e ocorrida ao mesmo tempo na maioria dos estabelecimentos foi encarada com revolta e abuso por vários consumidores. “Parece sempre uma piada de mau gosto. Os donos dos postos aumentam todos de uma vez e um valor absurdo. Nos enganam praticando um preço mais baixo e quando menos esperamos aumentam R$ 0,60 por litro, é um absurdo”, disse o pedreiro Aparecido Batista, morador da Estação.
 
Durante todo o dia, a reportagem tentou contato com o presidente do Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo), Marco Antônio Nascimento, para saber o que teria provocado o aumento, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria.
 
Informalmente, frentistas de alguns postos alegaram que o valor das últimas semanas teria sido praticado em função de uma disputa de preços entre os donos de postos, mas que os mesmos eram impossíveis de serem mantidos por muito tempo. 

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