Agentes do 2º Distrito Policial detiveram, na manhã de sexta-feira, um homem de 39 anos. Contra ele, pesa a acusação de exercer de forma ilegal o ofício de advogado. Algumas vítimas já procuraram a Polícia Civil e o responsável foi indiciado.
A investigação começou no último dia 25, quando os policiais civis receberam a informação de que estaria se passando por advogado. Em um dos casos, a vítima afirmou que o acusado se apresentou a ela como advogado, assinou um documento como testemunha e passou o número na OAB que seria de um “colega da área”.
Ontem de manhã, com um mandado de busca e apreensão, os policiais foram até um estabelecimento no bairro São Joaquim. Lá, eles apreenderam um notebook, um pendrive, documentos e dois celulares. Em seguida, o homem foi conduzido até a delegacia.
Informalmente, ele disse que tudo o que praticava fazia conforme orientação do real advogado, com quem trabalha. Contudo, disse que há seis meses já não tinha mais contato com ele. Depois, em depoimento ao delegado Alan Bazalha Lopes, afirmou que trabalhava na captação de clientes para o profissional.
Após o depoimento, o falso advogado foi liberado por não estar em situação de flagrante. Ele responderá pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica, falsa identidade e exercício ilegal de profissão.
De acordo com Bazalha, quem suspeitar de ter sido vítima do falso advogado deve procurar o 2º Distrito Policial, localizado na rua Irmãos Antunes, 915, no Jardim Guanabara.
Outro caso
Essa foi a segunda investigação conduzida pelo 2º DP em uma semana sobre suspeitos fingindo ter um ofício. A dona de um petshop, que fica na avenida José da Silva, na Vila Chico Júlio, foi indiciada por fingir ser veterinária.
Segundo o delegado, ela não tem diploma e já estava respondendo pelo delito. Diante das informações de que ela estaria novamente atuando nesse ramo, policiais civis e fiscais da Vigilância Sanitária foram o estabelecimento. Lá, além de animais de clientes, eles localizaram, em uma sala, diversos remédios de uso veterinário vencidos. Entre eles, 42 ampolas de medicamentos e 31 seringas, sendo que 23 delas estavam usadas.
A Vigilância Sanitária lacrou o estabelecimento. A falsa veterinária poderá responder mais uma vez por exercício irregular de profissão e também por crime contra a economia popular.
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