Quatro vereadores sonham em virar deputado em 2018


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Cumprindo o primeiro mandato como vereador, Carlinhos da Farmácia surpreendeu ao anunciar a pré-candidatura
Cumprindo o primeiro mandato como vereador, Carlinhos da Farmácia surpreendeu ao anunciar a pré-candidatura
Há dois anos, eles saíram às ruas, pediram o voto de confiança dos eleitores para representarem a cidade na Câmara e foram aprovados. Um deles, inclusive, foi o campeão de votos. Menos de dois anos após tomarem posse, quatro vereadores querem trocar a Câmara pela Assembleia Legislativa ou pelo Congresso Nacional.
 
A metade da bancada do PSDB, formada por quatro cadeiras, disputará as eleições para deputado. Adérmis Marini, que assumiu como suplente em Brasília por cinco meses no ano passado, tentará retornar à Câmara Federal como titular da vaga. Vereador mais votado em 2016, com 6.070 votos, Kaká sairá para estadual. Ele foi o escolhido pelo partido para substituir Roberto Engler, que foi para o PSB em abril.
 
Decano da Câmara e exercendo o quinto mandato, Nirley de Souza (PP) também se apresenta como pré-candidato. Ele nunca escondeu que seu sonho era tentar uma cadeira na Assembleia Legislativa, mas, como seu irmão Gilson de Souza era deputado, não havia sentido se candidatar. Gilson se tornou prefeito e o nome de Nirley surgiu naturalmente como opção para ocupar o espaço aberto pelo irmão. Nesta semana, porém, a empolgação esfriou, por causa da falta de recursos para manter uma campanha com condições mínimas de visibilidade, e ele avalia se, realmente, entrará na disputa.
 
Cogitados
Desde o começo do ano, pelo menos 20 nomes são cogitados nos bastidores como eventuais candidatos por Franca. Em nenhuma lista, o vereador Carlinhos da Farmácia (MDB) era citado. 
 
Nesta semana, Carlinhos da Farmácia ganhou força e deverá entrar na disputa para federal. “O partido está me pressionando, pois, o Paulo Skaf (candidato a governador pelo MDB) quer ter um representante em Franca. Hoje, há 80% de chance de eu me candidatar. Vou participar da convenção sábado. O que me preocupa é o recurso para pagar a campanha. Sair só para fazer número não adianta”.
 
Nome tido como certo na disputa por analistas políticos, Corrêa Neves Júnior foi procurado pela direção do PSD para se candidatar, mas, após avaliar o cenário, optou por não aceitar o convite. 
 
“Fui eleito para ser vereador, gosto do trabalho na Câmara e acho que, neste instante, é onde posso contribuir mais. Sair por sair também não resolve. Na minha chapa, seria preciso mais de 100 mil votos, número muito difícil para qualquer candidato de Franca”, disse Corrêa Neves.

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