Pais se unem contra saída de diretora de Emeb do Piratininga


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Edgar Ajax:
Edgar Ajax: "Infelizmente não temos nenhum tipo de recurso"
Cerca de 620 pais de alunos que estudam na Emeb (Escola Municipal de Ensino Básico) “Prof. Dr. Rubens Zumstein”, no Jardim Piratininga, se uniram contra a saída da diretora da unidade e, para isso, fizeram um abaixo assinado. A exoneração da responsável pela escola, prevista inicialmente para acontecer nas próximas semanas, faz parte da regularização de 225 cargos comissionados que foram julgados ilegais pelo TJ-SP. O mesmo deve acontecer com outros 40 diretores que trabalham nas escolas municipais e também terão de deixar seus postos. O questionamento dos pais está relacionado ao impacto negativo que a saída dos diretores pode causar no andamento do ano letivo.
 
“Nosso desejo é conseguir ao menos que a exoneração não aconteça até o fim do ano letivo e, assim, evitar que os nossos filhos, que são os alunos da unidade, sejam prejudicados, da mesma forma que acredito que a saída de qualquer um dos diretores das escolas municipais será prejudicial”, disse o advogado Carlos Eduardo Marcelino Ferreira, um dos pais que encabeçam a iniciativa da APM (Associação de Pais e Mestres) e também do Conselho Escolar. “Sabemos que essa é uma decisão da Justiça, mas nosso receio é que a mudança antes do encerramento do ano prejudique todo o trabalho que vem sendo realizado”, completou. 
 
Segundo a diretora Andreia Braguim, que comanda a “Rubens Zumstein”, na semana passada foi realizada uma reunião comunicando que a exoneração deve acontecer nos próximos dias. Com a saída dos diretores, as funções devem ser acumuladas pelos coordenadores que, por exemplo, podem encontrar dificuldades para fazer transferências de alunos ou profissionais e movimentar as contas bancárias, já que para isso é preciso a assinatura do diretor. Também ficam afetados os programas educacionais e atividades que dependem de autorização da direção. Se exonerados, os diretores deverão retornar para suas funções de origem. 
 
 
Secretaria
“O posicionamento técnico da Secretaria de Educação é totalmente contra as exonerações, pois temos consciência que essa ruptura no meio do ano letivo vai causar prejuízos pedagógicos e até sociais para os alunos, que têm como referência construída os diretores. Porém, ela terá que ser feita em detrimento da decisão judicial. Considerando isso, não temos nenhum tipo de recurso ou possibilidade de não acatar a decisão, o que poderia resultar em uma ação de improbidade administrativa. Mas que fique claro que faremos isso com imenso pesar”, disse o secretário de Educação, Edgar Ajax, que reforçou que, com as exonerações, os coordenadores das escolas deverão assumir parte das atribuições dos diretores, respaldados em lei municipal.

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