Protagonismo da mulher


| Tempo de leitura: 2 min
A participação destacada da mulher, em todos os ramos de atividade em nosso país, é uma agradável realidade. Ela está presente em Prefeituras, Governos Estaduais, todas as Câmaras Legislativas e em todos os Tribunais, inclusive no Supremo Tribunal Federal. Já tivemos, inclusive uma Presidente eleita e reeleita, fato inédito na nossa história política.
 
Atualmente os dois maiores Tribunais de Justiça do país são presididos por duas mulheres. O STJ (Superior Tribunal de Justiça) pela ministra Laurita Vaz e o STF (Supremo Tribunal Federal) pela ministra Carmem Lúcia.
 
Em 1997 foi promulgada a lei 9.504/97, que determina aos partidos políticos, o registro de pelo menos 30% de candidaturas de mulheres para disputa de vagas nas Assembleias Estaduais e na Câmara dos Deputados.
 
Porém após vinte anos de vigência da lei e não obstante a quantidade maior de candidatas, o número de mulheres eleitas, levando-se em conta o percentual da população feminina, ainda é pequeno. No entanto, várias eleitas têm tido participação destacada nas casas legislativas que atuam.
 
Por outro lado, a participação da mulher nas chamadas profissões liberais é cada vez mais intensa. Médicas, advogadas, odontólogas, psicólogas, dentre outras, ocupam com competência e probidade o exercício dessas profissões.
 
É evidente que há ainda muito espaço a ser preenchido pelas mulheres. Também há que se combater com mais veemência o feminicídio. As mulheres, especialmente as com idade mais avançada, são rotineiramente vítimas de violência de uma parte da sociedade que se revela cada vez mais machista.
 
Também há relatos de casos em que os direitos e a dignidade da mulher são desconhecidos por autoridades públicas, em delegacias de polícia e presídios, com revistas vexatórias realizadas por homens e encarceramento em celas junto com condenados do sexo masculino.
 
Enfim, há que se reconhecer avanços. No entanto, muito ainda deve ser feito para colocar a mulher no lugar onde ela merece estar, que é o de protagonismo, pois, como nos filmes, temos o ator protagonista e a atriz protagonista, na sociedade também assim deve ser.
 
Setímio Salerno Miguel
Advogado Empresarial e Professor da Faculdade de Direito de Franca

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários