A história e luta de uma menina de 10 anos contra uma doença viraram caso de polícia em Franca, nessa quinta-feira. A mãe da criança procurou o 5º Distrito Policial para denunciar que campanhas fraudulentas estão sendo criadas por outras pessoas em seu nome para arrecadar dinheiro para o tratamento.
A mãe da menina, que sofre de cardiopatia complexa e também escoliose acentuada, só foi à polícia ontem, após o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto emitir uma nota alertando para uma possível “vaquinha” feita em nome da garota e pedindo atenção à população para ter cautela na hora de fazer doações para campanhas.
De acordo com a instituição, a menina faz tratamento no local através do SUS (Sistema Único de Saúde) e que está sendo veiculada uma campanha de arrecadação de dinheiro no Facebook e no Instagram em prol dela, que, segundo consta, precisaria passar por uma cirurgia por conta de uma doença cardíaca. “O HC informa que a paciente em questão não foi submetida a cirurgia nenhuma nas datas mencionadas nas mídias sociais. Aparentemente, a campanha apresenta informações inverídicas que necessitam ser elucidadas. O hospital reitera que não cobra por consultas, exames, cirurgias e medicamentos. Todos os procedimentos são realizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde”, informou, em nota.
O outro lado
A mãe, por sua vez, ao procurar o 5º Distrito Policial, alegou que soube do fato após uma reportagem exibida na última quarta-feira na EPTV a respeito da suposta fraude. Ela também afirmou que, por conta da doença, a filha já participou de um programa na televisão e que recebeu algumas doações para pagar uma cirurgia na coluna, no valor de R$ 180 mil.
No boletim de ocorrência, a mulher disse que procurou na internet mais notícias sobre isso e encontrou contatos desconhecidos pedindo dinheiro em nome de sua filha, inclusive com contas bancárias desconhecidas por ela. O caso, registrado como estelionato, será investigado nos próximos dias.
A reportagem do Comércio da Franca tentou, durante toda a tarde e início da noite de quinta-feira, falar com a mãe da criança. Porém, as ligações para seus dois números de celular apenas caíam. Ela também não respondeu as mensagens enviadas via WhatsApp. Ontem, por conta da repercussão do caso e publicação da nota do Hospital das Clínicas, as páginas referentes à menina no Instagram e no Facebook foram deletadas.
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