Concessionárias de rodovias ameaçam aumentar valor das tarifas de pedágios
Prepara seu bolso! Ao mesmo tempo em que o Governo do Estado de São Paulo ameaça entrar na Justiça contra a União para cobrar os prejuízos causados pelo fim da cobrança de pedágios dos eixos suspensos de caminhões que trafegam pelas rodovias paulistas, a ABCR (Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias) já sinaliza com o aumento na tarifa cobrada dos outros motoristas, para compensar a falta de receita. A suspensão da cobrança completou 50 dias e, segundo o governo paulista, o impacto pode ser de R$ 600 milhões por ano, apenas no Estado. Essa nova batalha que promete ser travada na Justiça é mais uma prova de que o governo Michel Temer (MDB), ao tratar com os transportadores o fim da paralisação que travou o País, não tinha mínimas condições de negociar: nada exigiu, a tudo cedeu. Nem mesmo o subsídio para a redução no preço do óleo diesel nas bombas dos postos - a promessa era de uma queda média de R$ 0,46 por litro - está em dia. Queixam-se a Petrobras e outros produtores e importadores de diesel, queixam-se as empresas concessionárias de rodovia, queixa-se o Estado de São Paulo e, logo, logo, será a vez dos contribuintes também bradarem contra a incompetência do Palácio do Planalto.
O desconto no preço do diesel foi prometido pelo governo Temer aos caminhoneiros para encerrar a greve de duas semanas que parou o país em maio e vai custar aos contribuintes R$ 9,5 bilhões, considerando a segunda fase do programa de subvenção, que pode durar até o fim do ano. Mas o valor é ainda maior. Considerando a renúncia fiscal com a isenção de PIS/Cofins, os brasileiros pagarão R$ 13,6 bilhões apenas pela redução no preço do combustível. Se na conta forem incluídas as ameaças das administradoras do pedágio, os reajustes nos preços dos alimentos e demais produtos transportados pelas rodovias do País, os prejuízos de fábricas que deixaram de produzir, de lojas que registraram queda nas vendas e todas as demais consequências da paralisação, o valor irá às alturas.
E a culpa - há de se ressaltar - não é dos caminhoneiro, nem ao menos dos cidadãos comuns. A responsabilidade do caos que tomou o Brasil no fim de maio e das contas que chegaram e chegarão mais altas é de uma estrutura política falida, de desgovernos que detinham e ainda detêm a presidência da República, de parlamentares que ignoram os anseios da população... Tudo isso personificado na figura de Michel Temer. Mas que também poderia ser Dilma Rousseff (PT).
Caminhoneiros, motoristas que pagam pedágios, cidadãos que vão aos mercados, homens e mulheres que trabalham e pagam suas contas... Todos! Todos os eleitores devem ter em mente na hora de votar o retrocesso econômico dos últimos anos, o caos de maio, todas as mazelas a que o País foi submetido recentemente. É somente na urna que esse estado de coisas pode ser mudado. Sob o risco de continuarem ad infinitum pagando a conta.
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