Trinta e cinco dias após ter o corpo incendiado, uma mulher de 62 anos não resistiu e morreu. Doralicia Ribeiro de Oliveira estava internada na ala de queimados do Hospital Estadual de Bauru (SP) e morreu no último sábado, 14. O acusado de ter cometido o crime é o próprio marido da vítima, que teria transtornos mentais.
A morte da idosa foi confirmada por seu filho, o ajudante de pedreiro Belchior de Faria Feliciano. “Além dos ferimentos provocados pelas queimaduras, minha mãe adquiriu uma infecção hospitalar. Infelizmente, ela não conseguiu sobreviver. Agora ficam só as boas lembranças”, disse.
Doralicia sofreu queimaduras por todo seu corpo no dia 9 de junho, na casa do filho, no Jardim Paineiras. Ela e o marido, que é apontado pela polícia como autor do crime, haviam se mudado há pouco tempo de Ribeirão Corrente para Franca.
De acordo com Belchior, o padrasto possui transtornos psiquiátricos, já ficou internado diversas vezes e “surtou” na madrugada do dia 9 do mês passado. “Ele colocou fogo no colchão onde minha mãe estava dormindo e também nos cobertores e em uma sacola de roupas. Ela tinha problemas para se locomover e não conseguiu sair. Quando acordamos, por conta da fumaça e do cheiro, ela já estava ferida.”
Na ocasião, Doralicia foi levada para a Santa Casa e, dias depois, transferida para Bauru, onde ficou internada até sábado. Ela foi enterrada hoje, 16, no Cemitério Municipal de Ribeirão Corrente. O caso segue sob apuração na DIG (Delegacia de Investigações Gerais).
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