Reinvenção necessária


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Sempre antenada à modernidade, Francal se reinventa a cada ano há 50 anos
 
O mundo vive um novo tempo. Tempos de conectividade, vida virtual, informações instantâneas, tendências e modas ditadas por um mundo paralelo. Uma nova realidade onde gostos, preferências, modas e negócios são determinados fora do mundo físico. O que a humanidade testemunha em 2018 era algo impensável em 1969, ano em que a Francal (Feira Internacional da Moda em Calçados e Acessórios) surgiu em Franca. Se a intenção era difundir o calçado francano, a feira foi além, vendeu Franca a todo o País. Fez da cidade a Terra do Calçado. Em cinco décadas, superou crises econômicas nacionais e internacionais, colheu frutos do sucesso, sempre com o objetivo maior de facilitar os negócios, reunindo a indústria e o varejo. Em 50 anos, a marca da Francal foi sempre a inovação. Em busca de maiores negócios, trocou Franca por São Paulo, mudou seu formato, mudou seu local de exposição. Se o mundo hoje está totalmente mudado, a Francal soube desde 1969 adaptar-se à realidade de cada fase e hoje está completamente adaptada à con
ectividade dos dias atuais.
A 50ª edição da Francal acontece durante esta semana no Expo Center Norte, em São Paulo. Serão dias em que os de calçados não só de Franca, mas de todo o país, apresentarão as tendências do setor para o verão em sapatos, bolsas e acessórios. Enquanto fashionistas e estilistas desfilarão estilo e tendências, indústria e comércio estarão focadas nos negócios decorrentes da moda. A expectativa com a Francal é superar os percalços deste nem um pouco comum 2018.
 
Quem em 1969 poderia imaginar que uma Copa do Mundo poderia frear as vendas no varejo? Quem há 50 anos poderia imaginar em um cenário político que influencia diretamente na economia? Quem em Franca no final da década de 1960 imaginaria os caminhoneiros se tornariam uma das mais importantes categorias de profissionais do País e que uma manifestação teria reflexos direto nos negócios? Se alguém narrasse este 2018 na cerimônia de abertura da primeira Francal seria taxado de maluco. Mas esta é a realidade atual. A greve dos transportadores, a Copa do Mundo e as eleições presidenciais de outubro interferem sobremaneira sobre as vendas, inclusive de sapatos, bolsas e acessórios.
 
Esta edição da Francal dará um panorama de que produtores e vendedores projetam para os próximos meses. O que a feira faz é proporcionar aos dois lados da cadeia o melhor ambiente para os negócios. Se a proposta do evento é antecipar tendências, é se sobrepondo às intempéries do mercado que a Francal se consolidou. A edição de 2018 promete uma nova forma de feira, já visando os próximos anos. Reinventar-se é importante e, agora, necessário. A um evento que propõe facilitar negócios, a evolução é essencial. E foi assim que a Francal, que em Franca nasceu, mas a Franca não se restringiu, continua há 50 anos ditando moda e bons negócios.
 

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