60% dos acidentes fatais acontecem dentro de Franca


| Tempo de leitura: 2 min
Imagem mostra acidente ocorrido no Jardim Luiza II, em janeiro. Dois jovens morreram
Imagem mostra acidente ocorrido no Jardim Luiza II, em janeiro. Dois jovens morreram
Julho chegou e, com ele, uma alarmante estatística veio à tona: Franca já registrou 35 mortes no trânsito. O índice já é o maior da década e autoridades estão preocupadas com a possibilidade de que, neste ano, as fatalidades superem 2017, quando foram registradas 47 mortes em razões de acidentes.
 
As mortes dos sete primeiros meses deste ano são referentes a tragédias ocorridas nas ruas de Franca e no perímetro urbano das rodovias. Quatorze das vítimas eram motociclistas e onze eram pedestres. Os demais se referem a condutores de carros, caminhões e bicicleta.
 
Desses casos, quase 60% aconteceram em ruas e avenidas da cidade. A maioria no período noturno. “Como à noite as vias estão mais ‘livres’, com menor movimentação, o motorista tende a aumentar a velocidade. Isso, e outros fatores de imprudência, podem resultar em acidentes”, explicou o tenente Régis Mendes da Polícia Militar.
 
Além de apontar para o fato de que a maior parte das fatalidades aconteceram nas ruas de Franca, os acidentes mostram que a zona Norte é a campeã no ‘ranking’ de acidentes com vítimas fatais. Até agora, dos 34, sete aconteceram na região que abrange bairros como Leporace e os jardins Tropical, Luiza e Portinari, por exemplo.
 
Em seguida, vem a região Sul, do Jardim Aeroporto, Parque Progresso e Residencial Paraíso, com seis mortes. Para o tenente, a explicação está no fato de que as duas zonas são as mais populosas de Franca e, com isso, há maior número de deslocamento de seus moradores para outros bairros, o que pode ocasionar um número superior de acidentes se comparado a outras regiões.
 
E por falar em outros pontos de Franca, as zonas Leste e Oeste tiveram menor número de colisões ou atropelamentos fatais. Foram quatro e três, respectivamente. Para preencher a totalidade de acidentes com mortes, há a estatística das rodovias. Dos 15 óbitos, 12 aconteceram em rodovias estaduais e de competência da Polícia Rodoviária. A Cândido Portinari é a campeã com quatro acidentes, seguida pela Ronan Rocha e Fábio Talarico. Cada uma delas teve três mortes.
 
Campanhas
Na tentativa de diminuir esses índices, Polícia Militar continua com suas campanhas educacionais. Entre elas, para pedestres. “Neste ano, o número de atropelados já é mais que o dobro registrado no mesmo período do ano passado. De janeiro a junho de 2017, foram cinco. Já tivemos 11 nesse mesmo período. Precisamos continuar com essas campanhas para, assim, evitar novas tragédias”, disse Régis.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários