Julho chegou e, com ele, uma alarmante estatística veio à tona: Franca já registrou 35 mortes no trânsito. O índice já é o maior da década e autoridades estão preocupadas com a possibilidade de que, neste ano, as fatalidades superem 2017, quando foram registradas 47 mortes em razões de acidentes.
As mortes dos sete primeiros meses deste ano são referentes a tragédias ocorridas nas ruas de Franca e no perímetro urbano das rodovias. Quatorze das vítimas eram motociclistas e onze eram pedestres. Os demais se referem a condutores de carros, caminhões e bicicleta.
Desses casos, quase 60% aconteceram em ruas e avenidas da cidade. A maioria no período noturno. “Como à noite as vias estão mais ‘livres’, com menor movimentação, o motorista tende a aumentar a velocidade. Isso, e outros fatores de imprudência, podem resultar em acidentes”, explicou o tenente Régis Mendes da Polícia Militar.
Além de apontar para o fato de que a maior parte das fatalidades aconteceram nas ruas de Franca, os acidentes mostram que a zona Norte é a campeã no ‘ranking’ de acidentes com vítimas fatais. Até agora, dos 34, sete aconteceram na região que abrange bairros como Leporace e os jardins Tropical, Luiza e Portinari, por exemplo.
Em seguida, vem a região Sul, do Jardim Aeroporto, Parque Progresso e Residencial Paraíso, com seis mortes. Para o tenente, a explicação está no fato de que as duas zonas são as mais populosas de Franca e, com isso, há maior número de deslocamento de seus moradores para outros bairros, o que pode ocasionar um número superior de acidentes se comparado a outras regiões.
E por falar em outros pontos de Franca, as zonas Leste e Oeste tiveram menor número de colisões ou atropelamentos fatais. Foram quatro e três, respectivamente. Para preencher a totalidade de acidentes com mortes, há a estatística das rodovias. Dos 15 óbitos, 12 aconteceram em rodovias estaduais e de competência da Polícia Rodoviária. A Cândido Portinari é a campeã com quatro acidentes, seguida pela Ronan Rocha e Fábio Talarico. Cada uma delas teve três mortes.
Campanhas
Na tentativa de diminuir esses índices, Polícia Militar continua com suas campanhas educacionais. Entre elas, para pedestres. “Neste ano, o número de atropelados já é mais que o dobro registrado no mesmo período do ano passado. De janeiro a junho de 2017, foram cinco. Já tivemos 11 nesse mesmo período. Precisamos continuar com essas campanhas para, assim, evitar novas tragédias”, disse Régis.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.