Depois de contar com mais de 800 moradores pelas ruas, em uma situação “caótica”, Franca hoje tem 321 pessoas em situação de rua na cidade. A queda no número é resultado de um trabalho feito pela Secretaria de Ação Social através do Centro do Migrante que, apenas entre novembro de 2017 e junho deste ano, reencaminhou 519 pessoas para suas cidades de origem.
“Quando assumi, vivíamos à beira do caos, uma situação praticamente fora de controle e com o Centro do Migrante, assim como campanhas contra a esmola, conseguimos melhorar muito o cenário”, disse o secretário Vanderlei Tristão. Outro serviço que também ajudou foi o “desmonte” de casas montadas pelos moradores de ruas em viadutos da cidade, como os localizados nas avenidas Dr. Ismael Alonso y Alonso e Hélio Palermo.
Os 321 moradores de rua, que são cadastrados no Bolsa Família e na grande maioria naturais de Franca, são, segundo o secretário, fruto de famílias desestruturadas e, na maioria dos casos, usuários de drogas e bebidas alcoólicas. “Grande parte dos moradores de rua é resultado de famílias desestruturadas. Estou empenhado na prevenção, pois acredito que essa é a solução do problema. Com isso, temos um planejamento para aumentar os cursos para crianças e adolescentes de famílias vulneráveis, buscando assim evitar que futuramente eles terminem nas ruas”, completou.
Atualmente com 650 vagas para adolescentes e crianças em atividades profissionalizantes e recreativas em cinco Centros de Convivência espalhados pelas regiões Norte, Sul, Leste, Oeste e Central de Franca, a Secretaria de Ação Social pretende dobrar as vagas em 2019.
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