França e Croácia fazem neste domingo (15), às 12h, a 18ª final diferente de Copa do Mundo. As seleções europeias se enfrentam no estádio Lujniki, em Moscou, com retrospectos bem distintos.
Enquanto os franceses chegam à terceira decisão de sua história com poucos obstáculos, a Croácia disputará a primeira final na sequência de uma campanha conturbada. Desligamento de jogador, protesto da torcida russa, prorrogações e disputas de pênaltis fizeram parte da trajetória vitoriosa.
Atrás de seu segundo título mundial, a França chega à decisão embalada por um momento de alta. A renovação começou a render frutos na Copa do Brasil, há quatro anos, e alcança agora seu momento mais importante personificada em Mbappé e Pogba.
O comando dos "Bleus" não é uma novidade. Didier Deschamps foi o capitão da seleção francesa na final vencida contra o Brasil, em 1998. A partida terminou 3 a 0 e começou a consagrar Zinedine Zidane para o mundo do futebol.
O caminho dos franceses até a final começou com uma vitória apertada sobre a Austrália por 2 a 1. Ainda na fase de grupos, derrotou o Peru por 1 a 0 e empatou sem gols com a Dinamarca.
No "mata-mata", a França fez uma das partidas mais animadas da Copa ao ganhar da Argentina por 4 a 3 nas oitavas de final. Foi nessa partida que as atenções sobre Mbappé se despertaram, com o atacante marcando dois gols e sofrendo o pênalti cobrado e convertido por Griezmann.
Posteriormente, a França despachou o Uruguai, ganhando por 2 a 0 até encontrar com a Bélgica na semifinal. Diante dos talentosos De Bruyne, Hazard e Lukaku, os "Bleus" fizeram uma partida apertada, mas ganharam com um gol de cabeça de Umtiti.
Do outro lado, a Croácia já alcançou a melhor campanha de sua história -anteriormente, o quarto lugar de 1988 era o destaque. E para o título inédito, se apoia em jogadores de brilho no futebol europeu, como os meias Rakitic (Barcelona) e Modric (Real Madrid) e os atacantes Mandzukic (Juventus) e Perisic (Inter de Milão).
Na campanha, o time dirigido por Zlatko Dalic terminou a primeira fase com aproveitamento de 100%: vitórias por 2 a 0 sobre a Nigéria, 3 a 0 sobre a Argentina e 2 a 1 sobre a Islândia.
No "mata-mata", a seleção precisou da disputa por pênaltis para eliminar Dinamarca e Rússia. Na semifinal, saiu atrás diante da favorita Inglaterra, mas conseguiu uma heroica vitória por 2 a 1, com o gol decisivo marcado no segundo tempo da prorrogação.
Agora, a Croácia chega à decisão com 90 minutos a mais em campo que seu adversário e provavelmente mais desgastada. Os jogadores, porém, esperam a torcida a seu favor para emparelhar ainda mais essa final.
"Para ser honesto, não sei quantas centenas de milhões de pessoas estão ao nosso lado. Recebo mensagens de argentinos, alemães, muita gente. Isso é muito fantástico. Estamos sentindo como se o mundo inteiro quisesse uma vitória croata", disse Rakitic.
FRANÇA
Lloris; Pavard, Varane, Umtiti, Lucas Hernandez; Kanté, Matuidi, Pogba; Mbappé, Giroud, Griezmann. T.: Didier Deschamps
CROÁCIA
Subasic; Vrsaljko, Lovren, Vida, Strinic; Brozovic, Rakitic, Modric, Rebic, Perisic; Mandzukic; T.: Zlatko Dalic
Local: estádio Lujniki, em MoscouHorário: 12h deste domingoJuiz: Nestor Pitana (ARG)
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