As previsões indicam aquecimento da economia no segundo semestre. O setor da construção civil de Franca deverá movimentar cerca de R$ 200 milhões e abrir 2,4 mil novas vagas de emprego nos próximos três anos. As estimativas foram anunciadas durante ato de lançamento da segunda etapa do plano de investimentos realizado ontem na Prefeitura.
O prefeito Gilson de Souza (DEM) assinou a autorização para construção de mais cinco conjuntos residenciais em Franca por meio da iniciativa privada. As construtoras esperam iniciar as obras de imediato. O prazo de conclusão varia de um a três anos. Segundo a Prefeitura, estes empreendimentos vão movimentar R$ 28,3 milhões e devem abrir cerca de mil novos postos de trabalho.
Receberam a autorização para iniciar as obras os loteamentos Lotus, no bairro São José, Ecostilo, no bairro São Joaquim, e Piamalim, no Distrito Industrial, o desmembramento urbano Ruth Taveira, no Ana Dorothéa, e o edifício Ideale, na Vila Nicácio.
Foi o segundo pacote de autorização para construções liberado pelo governo municipal em um mês. No dia 8 de junho, o prefeito deu o aval para o início das obras de outros cinco conjuntos residenciais, que vão resultar na oferta de 1,4 mil unidades habitacionais e gerar 1,5 mil vagas de emprego. A Prefeitura avalia que este primeiro lote de obras vai injetar cerca de R$ 165 milhões na economia nos próximos três anos. “Não estamos medindo esforços para ajudar as famílias realizarem o sonho da casa própria e também para aquecer a economia. Somados, os dois empreendimentos vão girar em torno de R$ 200 milhões e aquecer o setor da construção civil, que gera muitos empregos. Os investimentos serão fundamentais para permitir o desenvolvimento da cidade”, afirmou Gilson.
Apenas três loteamentos tinham sido liberados em Franca nos últimos anos. A morosidade e a burocracia existentes no processo de aprovação de loteamentos se arrastavam de outros governos e eram motivo de reclamação dos empresários. O Residencial São João Batista, próximo ao Bonsucesso, liberado no mês passado, estava travado desde 2008.
A aprovação de lei pela Câmara com o objetivo de incentivar as construções, em junho do ano passado, e alterações feitas pelo governo na Secretaria de Planejamento Urbano, por onde tramitam os processos, agilizaram as liberações. “O que temos que fazer é não atrapalhar, se puder ajudar, melhor. Não foi fácil conseguir alterar a lei, houve resistências no plenário, mas temos que fazer o enfrentamento. As mudanças eram necessárias e foram importantes. É muito difícil empreender. A iniciativa privada não é só uma aliada, ela é fundamental e precisa ser incentivada”, afirmou o vereador Corrêa Neves Jr. (PSD).
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