Uma pesquisa realizada pelo IPC-Acif (Índice de Preços ao Consumidor Apurado Pelo Instituto de Economia da Associação do Comércio e Indústria de Franca) revelou que alguns alimentos que fazem parte do café da manhã do francano sofreram um grande aumento neste primeiro semestre de 2018. Produtos farináceos, como pães e bolos, sofreram alta de 40,8%, enquanto o leite e a manteiga tiveram um aumento de 71,7%; já o café teve queda de 1,15%.
Segundo os dados, de forma geral o café da manhã ficou em média 32,7% mais caro em um período de janeiro até junho. Para o presidente da Acif, Dorival Mourão Filho, a greve dos caminhoneiros e a falta de chuva foram determinantes para o aumento. “O aumento do leite é reflexo da união de dois fatores: estiagem e greve dos caminhoneiros. A falta de chuva afeta a qualidade do pasto e reflete na diminuição da produção leiteira. Além disso, a greve dos caminhoneiros ocasionou o descarte de leite pelos produtores, diminuindo a oferta do produto.”
Conforme dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o preço do litro de leite praticado pelos produtores subiu em média 25,2% entre janeiro e junho. Em Franca, o preço que era de R$ 2,19 em janeiro, subiu para R$ 3,76 no mês passado. Em relação aos farináceos, o trigo foi o principal fator para que sofresse esse aumento. A tonelada do grão registrou aumento de 57,6% no primeiro semestre de 2018. “Este aumento tem ligação com a alta do dólar, pois a tonelada do trigo é calculada com base na moeda americana”, explicou Mourão.
Segundo a pesquisa do IPC-Acif, produtos de panificadora e biscoitos que custavam, em média, R$ 5,84 em janeiro, em junho subiu para R$ 8,22, um aumento de 40,8% registrado na cidade.
Produtos artesanais
Para o Presidente do Sinpafran (Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de Franca e Região), Augustinho Valdemir Juliati, a pesquisa não se aplica a padarias, pois se refere a alimentos industrializados e não condiz com os produtos fabricados artesanalmente, como o pão francês, bolos e pão de queijo, por exemplo. “Dentro do nosso segmento não houve nenhum reajuste nesse ano, existiu algumas variações pequenas, mas que não chegam a 10% e são insignificantes.”
Juliati também disse que o aumento do trigo ainda não foi repassado ao consumidor final. “A alta do trigo ainda não interferiu nos produtos fabricados por ainda existir uma grande reserva. Se for haver reajustes, será apenas nos próximos meses”, finalizou.
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