A longa batalha para a entrega dos imóveis dos conjuntos habitacionais do Residencial Copacabana completa neste domingo três anos. Construídos com recursos do programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal, e Casa Paulista, do Governo Estadual, e investimento superior a R$ 34 milhões, os 406 apartamentos deveriam ter sido entregues no dia 15 de julho de 2015, o que não aconteceu.
Uma longa luta teve início desde então, com as famílias beneficiadas sendo as mais prejudicadas em todo o processo.
Com problemas de documentação e sem recursos para continuar a construção, a empresa responsável pelos apartamentos acabou atrasando ainda mais a entrega do empreendimento. No início do ano passado, estava tudo completamente parado. Obras físicas estavam interrompidas. Boa parte da infraestrutura, de responsabilidade da Prefeitura, não tinha sido feita.
Procurado por de moradores que buscavam apoio para o que classificavam como “pesadelo”, o vereador Corrêa Neves Jr. (PSD) procurou apoio do prefeito Gilson de Souza (DEM), do presidente da Emdef, Marcos Haber, e do promotor de Justiça Carlos Gasparotto, para costurar um acordo que permitisse a retomada das obras.
A Prefeitura investiu mais de R$ 600 mil para a finalização da infraestrutura, como pavimentação e galerias, possibilitando o término das obras. Um convênio entre a Emdef e a construtora responsável, avalizado pelo MP e com o pagamento garantido pela Caixa, permitiu que os predinhos fossem concluídos. No mês passado, foi realizada a assinatura dos contratos de financiamento dos imóveis com a Caixa. Ontem, a data para a entrega das chaves foi definida e, na próxima semana, as famílias finalmente poderão se mudar.
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