A Justiça absolveu três acusados de participar de um furto que causou prejuízo de R$ 600 mil ao hipermercado Walmart, em julho do ano passado. Apenas dois acusados receberam suas sentenças pelo crime de furto qualificado: o ex-funcionário que teria dado a “fita” sobre o estabelecimento e um homem suspeito de participar de explosões de caixas eletrônicos na região.
Na sentença, proferida justamente no dia em que o caso completou um ano, o juiz Alexandre Semedo de Oliveira determinou que a pena de dois anos e seis meses estipulada para o ex-segurança do Walmart se transforme em prestação de serviços à comunidade.
O mesmo acontece com o outro condenado, que sequer compareceu à audiência, é reincidente no mundo do crime e está foragido. Com pena de três anos e seis meses, também em regime aberto, o homem deverá apenas prestar serviços.
Ainda na sentença, Semedo destacou que a história contada por um motorista, no decorrer do inquérito conduzido pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais), não seria verdadeira. O homem disse que foi rendido e roubado por cinco indivíduos.
Segundo sua versão, eles subtraíram seu caminhão e utilizaram o veículo para concretizar o furto de mais de 100 televisores e eletrônicos. Porém, em audiência, o motorista alegou que não foi vítima de extorsão e que participou efetivamente do crime juntamente com os dois condenados. “Nessa nova versão, ele expressamente excluiu a participação dos demais. Assim, não há subtrato fático a permitir suas condenações. A prova produzida nos autos não fornece segurança quanto à participação ativa dos três réus”, escreveu o juiz.
O caso
No dia 10 de julho de 2017, em uma ação cinematográfica, bandidos utilizaram um caminhão para estourar cadeados e um portão do Walmart, invadindo o estabelecimento.
No primeiro andar, de acordo com as investigações, eles fizeram um buraco na parede e pegaram os objetos. Depois, desligaram os sensores de movimento e carregaram o caminhão com mais de 100 televisores, celulares, aparelhos de ar condicionado e vários eletrônicos. Fugindo pela rodovia Cândido Portinari e, depois, pela Altino Arantes, os criminosos deixaram um prejuízo milionário.
Com diligências, trabalho de investigação e escutas, a DIG passou a acompanhar os passos dos criminosos, que teriam lucrado R$ 225 mil com a venda dos produtos em São Paulo. A quadrilha, então, foi denunciada pelo Ministério Público e, na última terça-feira, saiu a sentença.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.