A resistência da população em se vacinar, dificuldades pontuais enfrentadas por quem tenta se imunizar e o risco do surgimento de doenças que pareciam erradicadas foram temas abordados com preocupação pelos vereadores na sessão de ontem da Câmara.
Dados do Ministério da Saúde mostram que Franca está entre as 312 cidades do País que não atingiram ao menos 50% da cobertura vacinal contra a poliomielite em crianças com menos de 1 ano em 2017. Os números colocam a cidade em estado de alerta contra o risco da volta da doença, que não é registrada no Brasil desde 1990. “Eu fui à UBS da Estação e encontrei mães que foram vacinar seus filhos contra a pólio e que foram obrigadas a enfrentar longa espera. Uma pessoa estava lá há duas horas. É preciso dar melhor condições. É preciso fazer uma campanha impactante para chamar a atenção”, disse Marco Garcia (PPS).
Della Motta (Podemos) sugeriu que a Prefeitura avalie a possibilidade de obrigar os pais que apresentem a carteira de vacinação atualizada dos filhos por ocasião da matrícula em creches e escolas. “A situação é preocupante. Os pais parecem não acreditar nas doenças.”
Corrêa Neves Júnior (PSD) afirmou ser inacreditável que o País consiga “regredir 100 anos”. “Pessoas instruídas acreditam que a vacina faz mal, por meio de boatos que circulam nas redes sociais, e deixam de vacinar. Doenças que estavam erradicadas voltam a assombrar. Algo tem que ser feito. É preciso dar uma terapia de choque.”
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