“Gás em promoção”, “financiamos o seu veículo”, “temos produtos eróticos”, “filé mignon em oferta”, “emprestamos dinheiro”, “trazemos seu amor de volta em dez dias”. Não importa o tipo de serviço. Calçadas, canteiros de avenidas, postes de iluminação e áreas públicas de Franca estão tomadas de propaganda de tudo o que é tipo. A prática é proibida e os responsáveis pelo abuso correm o risco de serem multados.
As equipes da Vigilância Sanitária saíram às ruas para coibirem os excessos e estão enchendo, todos os dias, duas caçambas de caminhonete de faixas e placas com anúncios diversos. “O abuso é muito grande. O pessoal está invadindo os canteiros centrais e agindo como se fosse área particular. Não há nada que permita a propaganda nestes locais. É totalmente proibido”, alerta o fiscal André Szabo.
Os fiscais já flagraram faixas amarradas em árvores, postes e em placas de sinalização. Também há casos de propagandas afixadas em semáforos, o que, além de proibido, atrapalha a visão de motoristas colocando em risco a segurança no trânsito.
“Também estamos nos deparando com muitas placas espalhadas no meio de calçadas. Fica até difícil para os pedestres passarem. A mobilidade não está sendo respeitada. Há uma certa tolerância quando a empresa coloca a propaganda próximo à sua fachada ou parede, mas há muito abuso, principalmente, por parte de financeiras, prestadores de serviços e por este pessoal que faz faixas”.
André Szabo disse que há casos em que as equipes da Vigilância Sanitária recolhem as propagandas no período da manhã, mas que os donos insistem e colocam outras no mesmo local horas depois. Em um primeiro momento, o setor de fiscalização está apenas recolhendo as propagandas irregulares e anotando os dados, quando possível, dos responsáveis, e orientando sobre a irregularidade. Os reincidentes serão multados.
“Infelizmente, muitos insistem na prática mesmo após serem advertidos. Nos casos de abusos, vamos autuar. Há financeiras de veículos que esparramam 10, 15 placas por semana e não tem como coibir se não aplicarmos a punição”, disse Szabo.
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