FRANCA TEM BAIXO ÍNDICE DE VACINAÇÃO EM CRIANÇAS; E A CULPA É DOS PAIS
O Ministério da Saúde divulgou nos últimos dias um alerta sobre o risco da volta da poliomielite devido à baixa imunização em mais de 300 cidades brasileiras. Erradicada no país há quase 30 anos, a paralisia infantil volta a assombrar as autoridades públicas e toda a população, devido à irresponsabilidade de pais e mães que não imunizaram seus filhos contra a doença. A vacina é a única forma de prevenir a pólio, uma simples gotinha que pode ser decisiva para o futuro de cada criança. As doses são distribuídas gratuitamente na Rede Pública de Saúde, tanto para os bebês em idade de imunização tanto para as crianças até 5 anos de idade, nas campanhas realizadas anualmente. Mas, apesar de toda a facilidade, ignorando as mobilizações organizadas pelos agentes públicos, há cidadãos que - por ignorância ou pura e simples irresponsabilidade - desprezam o chamado e colocam em risco a saúde de seus filhos e, por consequência, de toda a população.
De acordo com o Ministério da Saúde, Franca está entre as 312 cidades do País que não atingiram nem ao menos 50% da cobertura vacinal contra a poliomielite em crianças com menos de 1 ano de idade em 2017. A situação coloca a cidade em estado de alerta contra o risco da volta da doença. Assim como Franca, as vizinhas Ribeirão Corrente e Cristais Paulista não cumpriram suas metas. Apenas 24,10% das crianças com menos de 1 ano, segundo o Ministério, foram vacinadas em 2017 em Franca. Com 16,22% e 20,79% de cobertura, Ribeirão Corrente e Cristais, respectivamente, apresentam situação ainda pior
O descaso com a saúde de seus filhos também é registrado na atual campanha de vacinação contra a gripe. Crianças e grávidas são os grupos com menor cobertura vacinal. Do primeiro grupo, apenas 54% do total foi imunizado; do segundo, 52%. Índices baixíssimos mesmo após duas prorrogações da campanha. Nos demais grupos, a cobertura ultrapassa os 80%. Mais uma prova de que há muitas mães desprezando a saúde de seus filhos ainda dentro de seus ventres.
Para os baixos índices de imunização da pólio, a Prefeitura acredita que possa ter havido algum problema no sistema de controle do Ministério da Saúde. Já para a campanha contra a gripe, não há explicação. Mesmo com três mortes registradas na cidade por H1N1 e 74 casos suspeitos da doença, quase metade dos pais de crianças com menos de 5 anos de idade não levaram seus filhos para vacinar. Quase metade das gestantes não procuraram um posto de vacinação para se protegerem, nem seus bebês que ainda não nasceram, contra a doença.
É obrigação, prevista em lei, que pais cuidem da saúde de filhos. Mas se nem o amor paterno/materno é capaz de sensibilizar essas pessoas, o que dirá a lei?
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