BANCO PROJETA O CAOS CASO CANDIDATO NÃO-REFORMISTA SEJA ELEITO PRESIDENTE
Assim como grande parte dos brasileiros está focada na disputa da Copa do Mundo de Futebol, agências financeiras internacionais também estão preocupadas com o futuro do Brasil. Mas não dentro do campo de jogo. A apreensão, neste caso, é no campo político. A incerteza com o que esperar do País após o mês de outubro, quando os brasileiros elegerão o novo presidente da República, para o mandato de 2019 a 2022, é alvo de projeções e até especulações. Há cenários de otimismo e outros que projetam o caos, a volta à recessão sofrida pela Nação nos últimos anos. Tudo depende, única e exclusivamente, de cada um dos eleitores que irão às urnas no dia 7 do mês 10 de 2018. A eleição de um candidato comprometido com as reformas necessárias para a recuperação econômica é vista como garantia de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) no próximo ano. Já se a vitória for de um presidenciável não reformista, podem soar as trombetas do Apocalipse. Segundo as projeções mais recentes, nesse último cenário, o Brasil será afundado na lama da recessão, onde ainda derrapa na tentativa de alçar voo.
“O ruído político associado ao ciclo eleitoral deve se intensificar nos próximos meses, adicionando riscos ao processo de retomada econômica”, afirma recente estudo divulgado pelo Bank of America Merrill Lynch, sobre a situação brasileira. No pior cenário, de acordo com o relatório, o dólar pode chegar a R$ 5,50 já no próximo ano. Segundo o banco, se o Brasil não passar pelas necessárias reformas para que volte a crescer, o poder de governança do próximo presidente será maculado por incertezas e, consequentemente, a Nação mais uma vez será mergulhada no caos econômico. Os efeitos seriam sentidos já neste ano, com um crescimento do PIB de 0,8% e recessão em 2019, com as riquezas do País recuando 1%. Além disso, a taxa básica de juros voltaria a ultrapassar os 10% ao ano e a inflação subiria para 7%, disparando a cotação do dólar.
Já no cenário oposto, com um reformista sendo eleito, a economia brasileira já avançaria 1,8% em 2018, chegando ao crescimento de 4% no próximo ano; a inflação e Selic se manteriam em baixa, com o dólar recuando à casa de R$ 3,30. Por reformista, entende-se um candidato comprometido, por exemplo - e principalmente -, com a reforma da Previdência.
Os anseios do mercado, porém, não são necessariamente os desejos da população. E por mais incerteza que um candidato possa causar na aldeia financeira global, este não deve ser o motivo principal para votar ou não nele. Não se deve, entretanto, ignorar as consequências que tal eleição pode ter no dia-a-dia do País. O meio termo é o caminho mais prudente. Caberá a cada um dos eleitores tentar evitar a instalação do caos.
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