A corrida contra o tempo para que o Relógio do Sol volte a funcionar teve mais uma etapa concluída nesta semana. Segunda-feira, o terceiro especialista na restauração de patrimônios históricos veio a Franca para analisar o que restou do monumento, além das partes quebradas, e apresentar os custos para o conserto. Era o último orçamento exigido. Na sequência, a Prefeitura vai abrir as licitações. O governo estima que o custo fique em torno de R$ 250 mil.
Cartão-postal da cidade, um dos símbolos de Franca, o Relógio do Sol foi atingido por um galho grande de árvore que se quebrou e caiu sobre o monumento, durante temporal que atingiu a cidade no dia 27 de dezembro do ano passado. A parte superior foi arrancada e quebrada em vários pedaços.
Seis meses se passaram e o Relógio construído em 1886 ainda não foi reconstruído. “Fazer a restauração não é uma coisa simples. Não podemos simplesmente pegar um pedreiro e colocar para reformar. O Relógio é tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico do Estado, e precisamos seguir as exigências do órgão”, disse o secretário de Esporte, Arte, Cultura e Lazer, Elson Boni.
Fazer três orçamentos com restauradores que tenham vínculo e obras aprovadas pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) é um dos requisitos. “Agora, vamos aguardar o envio do orçamento e montar o processo com as informações necessárias para a abertura da concorrência pública”, disse Boni.
Será preciso abrir duas licitações: uma para a elaboração do projeto e outra para a contratação do restaurador. Um dos especialistas apresentou proposta de R$ 59,8 mil para o projeto e de R$ 170 mil para o serviço. “Incluindo os trabalhos de preservação e montagem que terão que ser feitos no local, nós estimamos que a recuperação completa do Relógio do Sol custe em torno de R$ 250 mil”, adiantou o secretário.
A Prefeitura vai colocar tapumes para proteger a base do monumento na Praça da Catedral. “Pretendemos colocar adesivos nos tapumes contando a história do Relógio do Sol, desde sua inauguração até a queda.”
Considerando-se o prazo necessário para abertura e conclusão da licitação, mais o tempo para que seja feita a completa restauração, é provável que o Relógio do Sol só volte a marcar as horas no final do ano, quando completar um ano de sua destruição.
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